Acre está entre estados com aumento de casos graves de síndromes gripais, aponta Fiocruz
28/02/2026
(Foto: Reprodução) Especialista fala sobre sintomas da gripe e importância da vacinação
O Acre está entre os estados que registraram aumento na incidência de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas. Os dados são do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na última quinta-feira (26).
O relatório mostra que o estado continua com incidência de SRAG em nível de risco, porém sem sinal de aumento na tendência de longo prazo.
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De acordo com o levantamento, a análise corresponde à Semana Epidemiológica 7, entre 15 a 21 de fevereiro, e aponta que a alta de SRAG no estado se deve à recente alta das hospitalizações por influenza A, que já apresenta sinal de redução, e do vírus sincicial respiratório (VSR) que segue aumentando no Acre.
Em Rio Branco, o nível de alerta também está classificado como de risco ou alto risco, sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.
O relatório mostra ainda que, entre os sete estados da região Norte, os três que apresentaram tendência de alta nos casos de SRAG foram o Acre, Amazonas e Roraima.
Segundo o boletim, o aumento no números de casos de SRAG, em alguns estados do Brasil, tem sido impulsionado principalmente pelo recente aumento do número de hospitalizações por rinovírus e VSR. (Confira a tabela abaixo)
Nível de tendência e atividade de SRAG na Região Norte
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A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável pelo InfoGripe, destaca que o levantamento apontou aumento nas hospitalizações por Influenza A em alguns estados, mas sem impacto nos casos de SRAG.
“O estudo também constatou indícios de manutenção do aumento das hospitalizações por influenza A no Pará e Ceará e por rinovírus em São Paulo e no Distrito Federal, porém ainda sem impacto nos casos de SRAG", detalhou.
Rinovírus responde 38,8% dos casos positivos em todo o Brasil
Freepik
Síndrome gripal no país
No Brasil, três das 27 unidades federativas apresentam atividade de SRAG em níveis de alerta ou risco com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, sendo elas Goiás, Sergipe e Rondônia.
Segundo o InfoGripe, nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os vírus rinovírus, Sars-CoV-2 e Influenza A concentraram a maior parte dos casos positivos no país.
A distribuição nacional foi a seguinte:
Rinovírus: 36,5% dos casos positivos
Sars-CoV-2 (Covid-19): 20,4%
Influenza A: 18,9%
Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 13,1%
Influenza B: 2,1%
A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças e adolescentes, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos.
Em 2026, o país registrou 8,2 mil notificações de SRAG, com 31,2% de casos positivos para algum vírus respiratório. Entre os óbitos, o Sars-CoV-2 é responsável por metade das mortes por SRAG neste ano.
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