Alexandre de Moraes, do Supremo, determina execução das penas do núcleo dois da trama golpista
24/04/2026
(Foto: Reprodução) Moraes determina execução das penas do núcleo 2 da trama golpista
O ministro do Supremo Alexandre de Moraes determinou a execução das penas do núcleo dois da trama golpista.
O prazo para os recursos terminou na quarta-feira (22). Na quinta-feira (23), o relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, mandou executar as sentenças dos cinco condenados do núcleo dois. Eles foram acusados de elaborar uma minuta golpista, planejar a morte de autoridades e atrapalhar eleitores do então candidato Lula no segundo turno das eleições de 2022. Quatro já estavam presos preventivamente:
o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques;
o coronel Marcelo Camara;
o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins;
o general Mário Fernandes.
A ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça Marília Ferreira de Alencar foi mantida em prisão domiciliar por 90 dias por causa de uma cirurgia. Depois, deve ir para o regime fechado.
Alexandre de Moraes, do Supremo, determina execução das penas do núcleo dois da trama golpista
Jornal Nacional/ Reprodução
Ao todo, os ministros da Primeira Turma condenaram 29 réus dos quatro núcleos da trama golpista:
20 cumprem pena em regime fechado;
três em prisão domiciliar, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro;
três estão foragidos;
dois confessaram os crimes e fecharam um acordo com a Procuradoria-Geral da República;
um cumpre pena em regime aberto.
Pela primeira vez na história do Brasil, um ex-presidente da República e militares de alta patente foram condenados e presos por atentar contra a democracia. No dia 25 de novembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou as primeiras prisões para cumprimento das penas. Com as decisões dele de quinta-feira (23), estão encerrados os processos da trama golpista.
A defesa de Marcelo Câmara afirmou que vai adotar as providências cabíveis, dentro e fora do país, para reparar a injustiça a que ele está submetido.
A defesa de Filipe Martins afirmou que recebeu sem surpresa a informação de que Alexandre de Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal, mesmo com a existência de recursos pendentes de análise. Segundo a defesa, ignora provas físicas, documentais e testemunhais que desmentem a própria premissa da condenação. Afirma também que Filipe foi sentenciado com base na narrativa de uma minuta fantasma jamais localizada.
A defesa de Mário Fernandes não deu retorno ao contato do Jornal Nacional.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com as defesas de Silvinei Vasques e de Marília Ferreira de Alencar.
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