Após alta médica, menino de 8 anos retorna ao quilombo em Bacabal e ganha nova casa; primos seguem desaparecidos
24/01/2026
(Foto: Reprodução) Menino de 8 anos retorna ao quilombo e ganha nova casa; primos seguem desaparecidos
Após 14 dias internado, menino de 8 anos, primo de Ágatha Isabelly e Allan Michael, voltou neste sábado (24) ao quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão, e ganhou uma nova casa com a família. Ele desapareceu com os primos em 4 de janeiro e foi encontrado três dias depois. Ágatha e Allan seguem desaparecidos.
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A nova casa do menino, que era antes um imóvel abandonado, foi reformada e entregue totalmente mobiliada. Anteriormente, a família morava em uma casa de taipa, construída com barro e madeira. Por motivos de segurança, não foram feitas imagens do menino nem do novo imóvel.
A casa e a mobília foram dadas pela Prefeitura de Bacabal. O retorno ao quilombo contou com a presença do secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, e do prefeito do Município, Roberto Costa.
A criança ficou três dias desaparecida em uma área de mata e foi encontrada no dia 7 de janeiro na zona rural de Bacabal (MA). Após o resgate, ele permaneceu internado por 14 dias e recebeu alta hospitalar na última terça-feira (20).
Quilombo São Sebastião dos Pretos em Bacabal (MA)
Reprodução/TV Mirante
Durante a visita, a Prefeitura de Bacabal anunciou que, a partir de segunda-feira (26), adotará medidas para melhorar a rotina da comunidade, incluindo a inclusão de atividades esportivas voltadas a crianças e adolescentes e a reforma da sede da Associação dos Moradores.
Uma rede de proteção foi criada para manter o menino afastado de qualquer tipo de assédio ou exposição. Ele seguirá recebendo acompanhamento psicológico contínuo.
Depoimento do primo ajuda nas buscas
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Após receber alta, o menino recebeu autorização da Justiça do Maranhão para participar das buscas pelos primos. Acompanhado por policiais e por uma equipe da rede de proteção à infância, ele indicou os últimos caminhos que percorreu com os primos até o momento em que foi encontrado por carroceiros, no dia 7.
Pistas dadas por ele ajudaram a reconstruir parte do trajeto feito pelas crianças dentro da mata e a esclarecer o momento em que o grupo teria se separado.
Segundo ele, a intenção inicial era ir até um pé de maracujá próximo à casa de seu pai. Para evitar serem vistos por um tio, ele decidiu entrar por outro trecho da mata.
A partir desse ponto, o grupo teria se perdido. O menino afirmou ainda que não havia nenhum adulto acompanhando o trajeto e que as crianças não encontraram frutas para se alimentar.
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Em depoimento, o menino contou que esteve com os primos em uma localidade chamada de "casa caída". Trata-se de um abrigo simples, feito de barro, troncos de madeira e coberto por palha.
Segundo o menino, a estrutura estava tão destruída que não dava para permanecer dentro. A informação foi confirmada pela investigação e pelo rastreamento feito com cães farejadores.
"Os cães farejadores sentiram o cheiro dessas três crianças, inclusive da forma como o próprio Kauã descreveu", afirma Mauricio Martins, secretário de Estado de Segurança/MA.
O menino contou que ele e os primos chegaram a se abrigar ao pé de uma árvore próxima à casa. Segundo o relato, foi ali que ocorreu a separação: ele seguiu por um lado, enquanto as outras duas crianças foram pelo outro.
INFOGRÁFICO - Crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão
Arte/g1
Crianças estão há 21 dias desaparecidas
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O desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, de 4, completa 21 dias neste sábado (24) e levou a uma mudança na estratégia das buscas em Bacabal (MA). Isso ocorre após o depoimento do primo de 8 anos que estava com as crianças e com a ausência de vestígios nas áreas vasculhadas.
Depois de varreduras minuciosas em diversas áreas, sem pistas significativas, as autoridades informaram que as buscas serão reduzidas, enquanto a investigação policial será intensificada.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes permanecem em prontidão para retomar as buscas em locais específicos caso novos indícios surjam.
“O trabalho continua. A Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do inquérito, vão dar mais vazão às suas atividades. Enquanto isso, buscas localizadas serão feitas ou refeitas de acordo com a necessidade”, afirmou Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão
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Mesmo com a mudança na estratégia, as buscas no rio Mearim seguem em andamento, e equipes especializadas continuam em prontidão para atuar em áreas de mata e lago.
“Infelizmente, nós não encontramos as crianças. Vamos redirecionar os trabalhos, dando foco às investigações da Polícia Civil e mantendo grupos especializados em atividades rurais para o rastreamento, incluindo o Exército Brasileiro”, acrescentou o secretário.
Agatha Isabele e Alan Michael estão desaparecidos há duas semanas.
Reprodução/TV Globo/Fantástico