Atirador de ataque em Washington é acusado de tentativa de assassinato contra Donald Trump e pode pegar prisão perpétua

  • 27/04/2026
(Foto: Reprodução)
Atirador é acusado de tentar matar Donald Trump O atirador que tentou invadir um jantar com Donald Trump no fim de semana, em Washington, foi acusado nesta segunda-feira (27) formalmente por três crimes. Um deles, tentativa de assassinar o presidente. Ele pode ser condenado à prisão perpétua. Dois dias depois, a pergunta que muitos ainda fazem é: por que um evento com o presidente dos Estados Unidos e as principais autoridades do governo não teve o mais alto nível de segurança? O atirador correu em disparada por cerca de 18 m. Com uma espingarda, uma pistola e várias facas, furou um detector de metal entre agentes armados. Atirou em um dos agentes, que foi atingido no colete à prova de balas. O agente se virou e fez vários disparos. O atirador não foi atingido, mas caiu no chão e foi imobilizado. Em um tour virtual, no site do hotel, é possível perceber que ele chegou bem perto da entrada do salão onde acontecia o jantar. O atirador só foi parado perto de escadas, onde autoridades e jornalistas circulavam livremente. Se tivesse descido, em poucos metros estaria na porta, de frente para o palco onde estava o presidente O evento acontecia no subsolo, e o atirador chegou até um andar intermediário, logo abaixo da recepção do hotel. Somente ali havia uma checagem de segurança; 2,5 mil pessoas estavam no salão. Nesta segunda-feira (27), o Departamento de Justiça deu mais detalhes. Afirmou que, no início de abril, ele fez a reserva para três noites no hotel e chegou na sexta-feira (24). Eventos que reúnem o presidente e os principais integrantes do governo em um único local costumam ter protocolos de segurança máxima. Mas não é o caso do jantar dos correspondentes da Casa Branca. Além de Donald Trump, estavam no evento duas autoridades na linha sucessória do comando do país: o vice, J.D. Vance, e o presidente da Câmara, Mike Johnson. Só o terceiro ão estava no local: Chuck Grassley, de 92 anos, senador há mais tempo no cargo. Atirador de ataque em Washington é acusado de tentativa de assassinato contra Donald Trump e pode pegar prisão perpétua Jornal Nacional/ Reprodução Em nota, o Hotel Hilton disse à TV Globo que o Serviço Secreto - que cuida da segurança presidencial - liderou a segurança do evento em coordenação com a polícia local e a segurança do hotel. O Serviço Secreto afirmou: "Embora o modelo de proteção para o jantar tenha se mostrado eficaz, a principal lição para eventos futuros é que melhorias devem ser esperadas em todos os níveis”. O governo tem insistido que a segurança funcionou. É a mesma opinião de Barry Donadio, ex-agente do Serviço Secreto nos governos de George W. Bush e Barack Obama. Ele contou que as autoridades trazem seus próprios agentes e comparou a segurança do hotel à de um aeroporto - que não pode ser isolado completamente. "Há hóspedes entrando e saindo que não têm qualquer ligação com o evento. Mas se você estiver tentando acessar o evento, é ali que se encontra a área de segurança e ela pode ser muito bem isolada”, afirma Barry Donadio. Em entrevista à rede CBS, Donald Trump reconheceu que pode haver ajustes: "Nós também estamos aprendendo. Acho que o único ajuste seria afastar um pouco mais o equipamento de segurança. Estava a cerca de 45 m de distância”. Apesar de todas as declarações defendendo a segurança, a Casa Branca declarou que haverá uma reunião nesta semana para rediscutir protocolos. Na tarde desta segunda-feira (27), o atirador Cole Tomas Allen foi levado para um tribunal federal. Ele foi acusado de tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, de disparar uma arma de fogo durante um crime violento e de transportar armas e munições entre estados. Se for condenado, pode pegar prisão perpétua. Ele volta ao tribunal na quinta-feira (30) para mais uma audiência. LEIA TAMBÉM Atirador que abriu fogo em jantar é acusado de tentar matar Trump e pode pegar prisão perpétua Presente em jantar nos EUA, Raquel Krahenbuhl relata tensão durante tiros: 'Todos começaram a entrar debaixo das mesas' Quem é o suspeito de ataque em jantar com Trump Segurança fraca, 'momento traumático' e investigações ao suspeito: o que se sabe sobre tiros em jantar de gala nos EUA

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/04/27/atirador-de-ataque-em-washington-e-acusado-de-tentativa-de-assassinato-contra-donald-trump-e-pode-pegar-prisao-perpetua.ghtml


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