Caso Henry Borel supera júri de Flordelis e se torna o mais longo do RJ em 18 anos

  • 31/05/2026
(Foto: Reprodução)
Júri popular do caso Henry Borel entra no 6º dia O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel entrou neste domingo (31) em seu sétimo dia consecutivo e já se tornou o mais longo realizado no Estado do Rio de Janeiro desde a reforma do Código de Processo Penal que alterou as regras do Tribunal do Júri, em 2008. Até então, o recorde recente pertencia ao julgamento da ex-deputada Flordelis dos Santos de Souza, realizado em novembro de 2022, que durou sete dias até a leitura da sentença. O ponto em comum nos dois casos é a participação do advogado criminalista Rodrigo Faucz, responsável pela defesa da ex-parlamentar e que atualmente integra a bancada defensiva de Jairo Souza Santos Junior. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça No caso Henry, os trabalhos chegaram ao sétimo dia sem que todas as testemunhas tenham sido ouvidas. Ainda restam depoimentos de defesa, os interrogatórios dos réus e os debates finais entre acusação e defesa antes da votação dos jurados. O advogado criminalista Rodrigo Faucz foi responsável pela defesa de Flordelis e atualmente integra a bancada defensiva de Jairo Souza Santos Junior, o Jairinho.. Raoni Alves / g1 Rio A expectativa de integrantes do julgamento é que os trabalhos se estendam por vários dias, podendo avançar por pelo menos mais uma semana. O júri é conduzido pela juíza Elizabeth Machado Louro no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. Por que o julgamento é tão longo? A duração do julgamento é resultado de uma combinação de fatores. O processo reúne mais de duas dezenas de testemunhas, diversos peritos, médicos, policiais, familiares e ex-companheiras de Jairinho, além de duas estratégias de defesa independentes e conflitantes. Caso Henry Borel: entenda o que já aconteceu no julgamento de Jairinho e Monique Ao longo dos últimos dias, os jurados ouviram investigadores responsáveis pelo inquérito, especialistas que produziram laudos sobre a morte de Henry, profissionais de saúde que participaram do atendimento da criança e testemunhas que relataram episódios anteriores de supostas agressões atribuídas ao ex-vereador. Justiça retoma julgamento do caso Henry Borel; mãe e padrasto são acusados de tortura e homicídio qualificado Jornal Nacional/ Reprodução Também contribuíram para o prolongamento dos trabalhos diversos incidentes processuais discutidos em plenário, pedidos formulados pelas defesas e decisões judiciais relacionadas à ordem dos depoimentos e dos interrogatórios. Na abertura do júri, por exemplo, a defesa de Jairinho tentou adiar novamente a sessão alegando problemas de saúde de um dos advogados. O julgamento também teve a ordem dos interrogatórios alterada após decisão judicial que determinou que Jairinho seja ouvido apenas depois de Monique. O julgamento de Flordelis O júri da ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, realizado em novembro de 2022, era considerado até então o mais longo do estado. Julgamento de Flordelis: veja o que aconteceu Após sete dias de julgamento, Flordelis foi condenada a 50 anos e 28 dias de prisão pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo, morto a tiros em junho de 2019. Ela foi considerada culpada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio duplamente qualificado, uso de documento falso e associação criminosa armada. Na mesma sessão, Simone dos Santos Rodrigues, filha biológica da ex-deputada, foi condenada a 31 anos e quatro meses de prisão. Segundo a sentença, o assassinato foi marcado por extrema violência e demonstrou desprezo pela vida humana. Outros três réus foram absolvidos. Réus: Marzy Teixeira, ao fundo, Rayane dos Santos, Simone dos Santos (de óculos). À frente, Flordelis e o filho André Luiz Brunno Dantas/TJRJ Assim como ocorre agora no caso Henry Borel, o julgamento de Flordelis mobilizou dezenas de testemunhas, familiares e especialistas e exigiu uma complexa reconstrução dos fatos ao longo de vários dias de depoimentos. O que falta para o fim do júri Até este domingo, 17 testemunhas já foram ouvidas pelo Conselho de Sentença. Entre os depoimentos considerados mais importantes estão os dos delegados responsáveis pela investigação, dos peritos que analisaram as lesões de Henry, do pai da criança, Leniel Borel, e de ex-companheiras de Jairinho que relataram episódios anteriores de violência. Monique Medeiros ficou à frente de Jairinho na audiência Brunno Dantas/TJ-RJ Nos próximos dias, o júri ainda deve ouvir testemunhas de defesa indicados pelos advogados de Jairinho, incluindo familiares como o pai dele, Jairo Souza Santos, o ex-deputado Coronel Jairo, e Fernanda Abidu Figueiredo, a ex-mulher do réu. Além de parentes, a defesa deve ouvir também o perito responsável pelos laudos médicos, Leonardo Huber Tauil; o psiquiatra Hewdy Lobo Ribeiro; e a assessora de Jairinho, Cristiane Izidoro. Somente após essa etapa serão realizados os interrogatórios de Monique e Jairinho. Na sequência ocorrerão os debates finais entre Ministério Público, assistentes de acusação e defesas. Só então os jurados responderão aos quesitos que definirão a absolvição ou condenação dos réus.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/05/31/caso-henry-borel-supera-juri-de-flordelis-e-se-torna-o-mais-longo-do-rj-em-18-anos.ghtml


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