CFM lança plataforma Medicina Segura para registro de danos causados por não médicos

  • 30/05/2026
(Foto: Reprodução)
CFM lança plataforma Medicina Segura para registro de danos causados por não médicos Reprodução O CFM lançou hoje a plataforma Medicina Segura. Nela, os médicos poderão registrar casos de pacientes que enfrentam danos causados por atendimentos realizados por não médicos, mas que por lei são exclusivos da medicina. A iniciativa busca coibir práticas que colocam o paciente em risco e desrespeitam a legislação. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Em São Paulo, nesta terça-feira, a polícia prendeu um dos dois suspeitos de se passarem por médicos em um hospital na Zona Leste da cidade. De acordo com os investigadores, em dois anos, eles realizaram dois mil atendimentos e causaram nove mortes. No Rio de Janeiro, Eloah ficou com sequelas depois de um procedimento realizado em um consultório de odontologia. A dentista responsável foi denunciada pelo Ministério Público, pois a cirurgia estava fora das habilidades da profissão. "Eu me olho no espelho, eu não me reconheço. O prejuízo emocional é o pior. E físico. O que a gente pode dizer de prejuízo físico? Eu tenho várias sequelas. Eu não abro a minha boca, então pra eu falar, pra me expressar, tenho limitações. Tenho limitações físicas aqui na minha mandíbula, isso aqui tá solto. Toda essa parte muscular aqui de baixo, tenho vários laudos no processo, tá tudo comprometido. Tem resto de material que ela deixou dentro de mim. Eu não sei o que é isso, tenho um caroço aqui", desabafou Eloah. A partir de agora, o médico que atender um paciente com lesões provocadas por falso médico ou profissional não especialista será obrigado a fazer o registro no sistema criado pelo CFM. A plataforma Medicina Segura só pode ser acessada por médicos devidamente certificados. O profissional deverá informar os dados do paciente prejudicado, do responsável pelo procedimento — seja um médico sem especialização, um falso médico ou um profissional de outra área da saúde — e o local do atendimento. Depois, é feita uma descrição do quadro clínico, do procedimento e dos produtos utilizados, além das sequelas apresentadas. O registro deve ser acompanhado de laudos, imagens, cópias de receitas irregulares e contratos de prestação de serviços. O sistema envia o dossiê para o Conselho Regional de Medicina (CRM) no estado onde o caso ocorreu, e as provas são encaminhadas automaticamente ao Ministério Público e à Polícia. O objetivo central é monitorar e acelerar punições contra o exercício ilegal da medicina. Em doze anos, o CFM identificou mais 9.566 casos graves que resultaram em lesões irreversíveis. O conselho já reuniu um dossiê com relatos de dezenas de pacientes, sendo a maioria vítimas de procedimentos estéticos. José Hiran da Silva Gallo, presidente do CFM, faz um alerta sobre a busca por esses serviços: "Principalmente na estética. Todo mundo quer ficar mais bonito, né? Mas procuram profissionais que não estão habilitados. O que é que nós orientamos a população? Primeiro, para verificar se esse profissional é médico, entre no site do Conselho Federal de Medicina. Para saber se esse profissional médico ele tem qualificação para atender essa paciente, ele procura se ele tem registro de qualificação de especialidade. O que é que eu quero dizer com isso? Se ele fez a prova de na sociedade especialidade ou se ele fez residência médica. Se ele não tiver enquadrado, pode sair de perto que esse profissional não está preparado para atender este paciente." GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/05/30/cfm-lanca-plataforma-medicina-segura-para-registro-de-danos-causados-por-nao-medicos.ghtml


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