Colete sensorial e libras ao vivo: como as pessoas com deficiência acompanharam os desfiles em espaço adaptado na Sapucaí

  • 21/02/2026
(Foto: Reprodução)
Colete sensorial, libras ao vivo: veja as novidades do setor acessível da Sapucaí Uma escola que conquistou a vitória mesmo sem ser julgada vai abrir o Desfile das Campeãs neste sábado (21), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A primeira escola de samba do mundo voltada à inclusão de pessoas com deficiência, a Embaixadores da Alegria, vai levar para a Avenida componentes com e sem deficiência (PCD e não PCD), reafirmando o Carnaval como espaço de diversidade, acessibilidade, inclusão e cidadania. A abertura da noite será marcada pela representatividade com o samba-enredo “20 anos de alegria abrindo alas para a diversidade”, assinado por Pretinho da Serrinha e Fred Camacho. Mas, quem pensa que o momento de inclusão vai acabar quando a escola passar pela Passarela do Samba, está enganado. É que, nas frisas do setor 13 da Sapucaí, existe um espaço com capacidade para 600 pessoas por dia que é destinado com exclusividade para pessoas com algum tipo de deficiência, sejam elas visíveis ou ocultas. “Antigamente a gente acabava vendo, na maioria das vezes, só pessoas cegas ou cadeirantes ocupando esses espaços. Mas, nos últimos tempos a compreensão das deficiências tem se tornado cada vez mais abrangente. Então, o autismo, o TDAH e deficiências intelectuais, por exemplo, têm sido mais facilmente compreendidos como deficiência tanto pelo portador quanto pela sociedade. O que facilita o acesso dessas pessoas a direitos como esse espaço aqui, que é gratuito por lei”, explicou Ana Lúcia Motta, CEO da All DUB Estúdios, uma empresa especializada em acessibilidade. A iniciativa dialoga diretamente com a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) e com os princípios de acessibilidade cultural defendidos por organismos nacionais e internacionais. O tratamento no setor 13 é personalizado para cada tipo de necessidade. Nos fones de ouvidos, duas audiodescritoras detalhar tudo o que acontece na pista para pessoas com baixa ou nenhuma visão. Desde a cor das fantasias, aos gestos e emoções. Há também abafadores de ruído para pessoas com sensibilidade auditiva. Óculos escuros para pessoas com fotossensibilidade. E tem até um colete sensorial que transmite as vibrações das músicas para pessoas surdas. Os surdos também podem contar com a tradução de Libras em tempo real. E esse é um desafio que demanda uma preparação muito especial dos profissionais, como explica a intérprete Viviane Ferreira. “O surdo não entende metáforas e, além disso, os sambas-enredo têm muitas expressões iorubás. Então, bem antes dos desfiles a gente começa a estudar as letras de cada samba para conseguir transmitir a mesma ideia, a mesma emoção e o mesmo impacto para o surdo”, explica Viviane. Desfile das Campeãs 2026: veja a ordem das escolas na Sapucaí Marquês de Sapucaí Jornal Nacional/ Reprodução

FONTE: https://g1.globo.com/carnaval/2026/noticia/2026/02/21/colete-sensorial-e-libras-ao-vivo-como-as-pessoas-com-deficiencia-acompanharam-os-desfiles-em-espaco-adaptado-na-sapucai.ghtml


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