Complexo industrial da Cerâmica Jatobá vai a leilão por R$ 43 milhões em Vinhedo
26/01/2026
(Foto: Reprodução) Complexo industrial da Cerâmica Jatobá vai a leilão por R$ 43 milhões em Vinhedo (SP).
Reprodução
O leilão on-line dos bens da massa falida da Jatobá S.A., em Vinhedo (SP), está em andamento e a primeira etapa entra na reta final nesta terça-feira (27). O conjunto de ativos foi avaliado em R$ 43 milhões e reúne um imóvel industrial e um parque fabril com máquinas, equipamentos, mobiliário e utensílios - confira os detalhes abaixo.
O certame é parte do processo de falência da empresa e tem como objetivo levantar recursos para quitar parte das dívidas, estimadas em aproximadamente R$ 136 milhões. Os lances podem ser feitos pelo site Positivo Leilões.
O g1 tenta contato com a Cerâmica Jatobá a respeito do processo de falência e a reportagem será atualizada quando obtiver retorno.
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O pregão on-line será dividido em três etapas:
1º leilão (de 23 a 27 de janeiro de 2026): os lances começam em R$ 43 milhões, equivalente a 100% do valor de avaliação
2º leilão (de 27 de janeiro a 11 de fevereiro de 2026): o lance mínimo cai para R$ 21,5 milhões, 50% da avaliação
3º leilão (de 11 a 26 de fevereiro de 2026): lances a partir de R$ 1 mil
Onde fica e o que está à venda
O imóvel fica na Avenida Presidente Castelo Branco, em área industrial e logística de Vinhedo. Segundo o laudo de avaliação, são 13.553,58 m² de área construída dentro de um terreno com mais de 30 mil m².
A estrutura inclui galpões industriais, áreas administrativas, oficinas, depósitos, fornos industriais e casas de apoio.
Além do terreno e das edificações, o leilão inclui um conjunto de bens móveis industriais, como moinhos de grande porte, geradores, compressores, peneiras vibratórias, prensas hidráulicas, máquinas de solda, paleteiras elétricas e equipamentos de preparação e acabamento usados em linha de produção.
Entenda o caso
Fundada em 1947, a Jatobá S.A. teve atuação no setor cerâmico brasileiro. A empresa forneceu materiais para obras como o Pavilhão de Exposições do Ibirapuera, o Edifício Copan e o Palácio do Governo de São Paulo, expandiu o parque fabril e chegou a empregar mais de 500 funcionários.
Em 2015, a companhia pediu recuperação judicial. Segundo o processo, o caixa foi afetado por endividamento crescente, desaceleração econômica, queda da construção civil e maior concorrência de importados.
Em 2024, após descumprimento do plano, a Justiça decretou a falência e determinou a liquidação dos ativos para pagamento de credores.
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