Corregedoria prende PMs acusados de fazer a segurança para dono da Transwolff ligado ao PCC
04/02/2026
(Foto: Reprodução) Operação da Corregedoria da PM prende policiais em SP
A Corregedoria da Polícia Militar prendeu, durante operação nesta quarta-feira (4), três policiais acusados de fazer a segurança do dono da empresa de ônibus Transwolff, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A Transwolff e a UPBus foram alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo, por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento à facção criminosa. (Leia mais abaixo.)
Na residência de um dos policiais, os investigadores apreenderam R$ 1 milhão.
Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária. Um dos alvos também trabalhava na assessoria militar da Câmara Municipal. O nome dos presos não foi divulgado até a última atualização da reportagem.
Segundo a investigação, os PMs realizaram a segurança privada entre os anos de 2020 e 2024 para o dono da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como "Pandora", e para o Cícero de Oliveira, o Té.
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Divulgação/Transwolff
Operação Fim da Linha
A Transwolff — com outra empresa de ônibus, a UPBus — foi alvo da Operação Fim da Linha, deflagrada em abril de 2024 pelo MP-SP por suspeita de lavagem de dinheiro e favorecimento ao PCC
As investigações apontam que o dinheiro usado para aumentar o capital da Transwolff poderia ter origem ilícita — ou seja, os recursos seriam provenientes de atividades do PCC.
O esquema envolveria uso de “laranjas” e “CNPJs fantasmas”, facilidades de empresas de fachada para ocultar as verdadeiras origens dos valores, algo típico de lavagem de dinheiro.
Em função dessas suspeitas, a Prefeitura de São Paulo abriu processo para rescindir os contratos da Transwolff e da UPBus em dezembro de 2024.
A defesa da Transwolff, porém, nega qualquer vínculo com o crime organizado — afirma não haver “comprovação de qualquer relação com organizações criminosas ou de atividades ilícitas” e diz que vai contestar a decisão na Justiça.
Esquema entre empresas de ônibus suspeitas e o PCC em São Paulo
Arte/g1, com informações da Receita Federal