Decisão de Moraes vai aumentar intenções de voto de Flávio Bolsonaro, diz presidente do PL
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Moraes proíbe visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias após divulgação de carta
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, avalia que as intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para sua pré-candidatura à Presidência da República vão aumentar com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o senador de visitar o pai por noventa dias.
A proibição foi adotada depois que Flavio Bolsonaro divulgou uma carta do pai, nas redes sociais, reforçando que ele é o seu pré-candidato e porta-voz.
"Essa decisão do ministro Alexandre de Moraes vai aumentar as intenções de voto do Flávio, pode ter certeza. Onde já se viu um juiz proibir um filho de falar com o pai, deixar o pai totalmente incomunicável politicamente?", afirmou o presidente do PL.
Valdemar Costa Neto diz ter certeza que as próximas pesquisas já vão captar esse movimento.
Flavio Bolsonaro leu a carta do pai no sábado (11), após visitar Bolsonaro mais cedo, num movimento para reforçar o apoio ao filho e um recado para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, rompida com o senador.
Na carta, Bolsonaro diz ser hora de deixar as diferenças de lado, arregaçar as mangas e trabalhar pela vitória da candidatura do filho.
Flávio Bolsonaro (PL) durante live nesta quarta-feira (8).
Reprodução/Youtube/Flávio Bolsonaro
Os advogados de Flávio Bolsonaro divulgaram nota criticando a decisão de Alexandre de Moraes. Segundo eles, a decisão desrespeita a Lei de Execução Penal, o Estatuto da Advocacia e a Constituição.
"Dentre os direitos que o preso possui, estão o de receber visita de seus familiares", diz a nota. Além disso, os advogados citam que Flávio Bolsonaro também figura na lista de seus defensores. A nota acrescenta que, "desde a proclamação da Constituição de 1988, deixar o preso incomunicável sempre foi visto pelo Supremo Tribunal Federal como algo inconstitucional".
Moraes considerou que a leitura da carta desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.
O ministro também enviou cópias da decisão e dos respectivos vídeos ao procurador-geral eleitoral, para ciência e adoção das medidas cabíveis.
"A divulgação de vídeo em rede social e utilização de expressões com carga semântica equivalente a pedido explícito de voto pode configurar propaganda eleitoral antecipada em período vedado pela legislação, devendo ser apurada pelo Ministério Público eleitoral", escreveu Moraes na decisão.