Eleição presidencial em Portugal: resultados parciais apontam Seguro na frente e Ventura em segundo

  • 18/01/2026
(Foto: Reprodução)
Portugal vai às urnas para escolher novo presidente em disputa acirrada A votação para a eleição presidencial em Portugal foi encerrada neste domingo (18) às 20h pelo horário local (17h em Brasília), após um dia de disputa entre candidatos da esquerda, do centro-direita e da extrema direita, em um dos pleitos mais fragmentados da história recente do país. De acordo com resultados parciais divulgados após o encerramento da apuração, o socialista António José Seguro lidera com 30,55% dos votos, seguido pelo candidato da extrema direita André Ventura, que registra 26,9%. Outros concorrentes ainda aparecem atrás, mas a apuração completa ainda está em andamento, e os números podem sofrer alterações. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp ➡️ Em Portugal, o presidente é o chefe de Estado e tem funções principalmente institucionais e simbólicas. Ele representa o país, garante o respeito à Constituição, nomeia o primeiro-ministro e pode promulgar ou vetar leis. Também é comandante-chefe das Forças Armadas, embora seu papel diário seja mais cerimonial. O primeiro-ministro, por sua vez, é o chefe de governo e comanda o Executivo, cuidando da administração do país e da implementação das políticas públicas. Em crises políticas, o presidente ganha mais poder: pode vetar leis, dissolver o Parlamento, destituir o governo e convocar eleições, garantindo o equilíbrio entre os poderes. Entenda mais: por que Portugal tem dois líderes, e o que faz o presidente? Candidato socialista José Seguro vota neste domingo (18), em Caldas da Rainha, em Portugal. Pedro Rocha/Reuters Cerca de 11 milhões de portugueses voltaram às urnas menos de um ano após as últimas eleições legislativas, que renovaram o Parlamento e definiram o primeiro-ministro. Pesquisas indicam que a taxa de abstenção deve ficar entre 37% e 43%, podendo tornar esta eleição a presidencial com maior participação desde 2006, quando Aníbal Cavaco Silva foi eleito. O cargo é atualmente ocupado por Marcelo Rebelo de Sousa, de centro-direita, que completa quase uma década no Palácio de Belém. Impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato consecutivo, Rebelo de Sousa abriu espaço para uma corrida inédita à presidência. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos, um segundo turno está previsto para 8 de fevereiro, o que marcaria a primeira vez em quatro décadas que a eleição presidencial não é decidida já no primeiro turno. Candidato pelo Chega, da extrema direita, André Ventura bebe vinho durante campanha presidencial, em 9 de janeiro de 2026. Pedro Nunes/ Reuters Embora lidere parcialmente a disputa, André Ventura chega ao fim do primeiro turno com alta rejeição — cerca de 60%, segundo pesquisas recentes. Especialistas apontam que, apesar disso, uma eventual ida ao segundo turno representaria uma vitória política para Ventura e para o Chega, ampliando o poder de negociação do partido diante do atual governo minoritário de centro-direita. “É uma corrida completamente aberta”, afirmou o professor de Ciências Políticas da Universidade Católica de Lisboa, José Castello Branco, à agência Reuters. Disputa acirrada Ao todo, onze partidos lançaram candidatos. Pela primeira vez, três forças políticas chegaram à reta final da campanha em condição de relativa igualdade O avanço do Chega, partido de extrema direita que se tornou a segunda maior força política do país nas últimas eleições parlamentares, redesenhou o cenário tradicionalmente polarizado entre socialistas e sociais-democratas. Uma pesquisa de intenção de voto feita pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP), da Universidade Católica do país, indica o seguinte cenário: André Ventura, líder do Chega, lidera a corrida eleitoral por uma pequena margem, com 24% das intenções de voto; Em segundo lugar, está o socialista António José Seguro, com 23%; João Cotrim de Figueiredo, deputado do Parlamento Europeu do partido de centro-direita Iniciativa Liberal, aparece 19% das intenções de voto; Luis Marques Mendes, da coligação de centro-direita Partido Social-Democrata (PSD)/ Aliança Democrática (AD) — que tradicionalmente disputava a presidência com os socialistas — aparece apenas na 4ª posição, com 14% dos votos. O candidato à presidência de Portugal João Cotrim Figueiredo durante ato de campanha, em 15 de janeiro de 2026. Pedro Nunes/ Reuters Esses números têm variado nos últimos dias, e a pesquisa aponta que um terço dos eleitores podem mudar de ideia em cima da hora. Isso é um reflexo da instabilidade política que Portugal vive nos últimos anos, segundo disse à agência de notícias Reuters o cientista político António Costa Pinto. "A fragmentação do eleitorado continua, tornando provável que os candidatos dos dois partidos tradicionais recebam menos votos do que os seus partidos obtiveram nas eleições parlamentares do ano passado (em que o Chega ultrapassou os Socialistas)", disse o professor. Freira vota em eleições presidenciais de Portugal, em 18 de janeiro de 2026. Pedro Nunes/ Reuters Veja os vídeos que estão em alta no g1 ​

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/01/18/portugal-eleicao.ghtml


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