Falso médico preso no litoral de SP diz que agiu a mando de sócio que cedeu o CRM; entenda
22/01/2026
(Foto: Reprodução) Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia
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Wellington Augusto Mazini, o empresário preso após se passar por médico em um hospital em Cananéia, no litoral de São Paulo, alegou à Justiça que agiu a mando do verdadeiro profissional, sócio dele, cujo CRM utilizava nos atendimentos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP-SP).
O empresário foi preso em 7 de janeiro e teve um pedido de soltura negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que considerou que a sua liberdade representava um risco à sociedade. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) informou que abriu sindicância para apurar o caso.
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Conforme apurado pelo g1, Wellington alegou às autoridades, por meio da defesa, que agiu a mando do verdadeiro médico e, inclusive, receberia R$ 1,5 mil por se passar pelo profissional na unidade de saúde.
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O MP-SP denunciou o empresário pelos crimes de estelionato, perigo para a vida, exercício ilegal da medicina e falsidade material. As penas, somadas, podem chegar a 13 anos de prisão. O advogado Celino Netto, que representa Wellington no caso, afirmou que a denúncia foi "inflada".
“A denúncia recentemente oferecida apresenta imputações infladas e juridicamente controversas, que serão oportunamente enfrentadas nos autos, no momento processual adequado”, disse o advogado, por meio de nota.
Netto acrescentou que o caso se encontra em fase inicial, com diligências pendentes. “Confiamos que, com o regular andamento da ação penal, os fatos serão corretamente delimitados e analisados pelo Poder Judiciário”, destacou.
Agiu a mando
De acordo com a defesa, o empresário alegou ter agido sob o consentimento e mando do médico, de quem é sócio em uma clínica na capital paulista. Segundo o advogado, Wellington afirmou ser estagiário do profissional há quatro anos e o acompanha em clínicas de Santos e São Paulo.
Wellington alegou, por meio da defesa, que cursava o quinto ano de Medicina da Faculdade Estácio de Sá. Segundo o relato, há oito meses o estudante fazia especialização em ultrassonografia e auxiliava o médico habilitado. Procurada, a instituição não enviou um posicionamento até a publicação desta reportagem.
Ainda conforme o depoimento do estudante, o médico deu autorização para que realizasse os atendimentos em Cananéia, permitindo o uso de seu nome e assinatura dos laudos. O g1 tentou contato com o verdadeiro profissional, mas não teve retorno.
A Delegacia de Cananéia expediu uma carta precatória para que o médico seja ouvido em Santos (SP), onde reside. Até o momento, ele não compareceu à delegacia para prestar depoimento.
Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por exercício ilegal da medicina em Cananéia
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Soltura negada
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou, no último dia 13, um habeas corpus da defesa que solicitava a soltura do empresário. À Justiça, o advogado afirmou que a manutenção da prisão representava um constrangimento ilegal a Wellington.
“[A prisão] o expõe desnecessariamente, ao ambiente prisional, com potencial de estigmatização social, abalo psicológico e prejuízo irreversível à sua trajetória educacional e profissional”, disse o advogado, na ocasião, quando solicitou a imposição de medidas cautelares.
Os desembargadores, porém, avaliaram o pedido e julgaram que havia indícios de materialidade e autoria dos crimes. Eles ainda julgaram que a soltura de Wellington representava um risco à sociedade.
Wellington Augusto Mazini Silva foi preso após se passar por médico e realizar exames de ultrassom.
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