Família de atleta que representou o Atlético-GO denuncia que adolescente sofreu assédio em alojamento durante campeonato em SP

  • 26/01/2026
(Foto: Reprodução)
Família de atleta que representou o Atlético-GO denuncia que adolescente sofreu assédio A família de um jogador de 13 anos, que representou o Atlético-GO durante campeonato em Itapetininga, no interior de São Paulo, denuncia que o adolescente sofreu assédio em alojamento. A madrasta do atleta disse que o enteado foi coagido por um suposto diretor do clube. Em nota, o Atlético-GO disse que repudia e condena abominavelmente qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes (veja a nota na íntegra no final da matéria). "Meu filho sofreu assédio dentro de um alojamento do Atlético Goianiense. Ele sofreu um assédio moral, xenofobia", contou. Camila Marque usou as redes sociais para publicar um vídeo em que denuncia o caso que aconteceu com seu enteado, que foi convidado para representar o time goiano em um campeonato em São Paulo. Segundo ela, o enteado mora e joga em clube do Rio de Janeiro. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Alojamento Camila conta no vídeo que o enteado (que ela chama de filho) chegou em São Paulo no dia 11 de janeiro, depois de viajar 24 horas de ônibus. No alojamento, eram em torno de 40 crianças e cada um fez sua cama no chão. Ela e o marido não puderam ir junto, e uma colaboradora do casal acompanhou o adolescente. "A gente pagou pelo alojamento e pela alimentação dele no local, além da passagem. Como o treinador dele daqui do Rio não poderia ir com eles, ele disponibilizou um outro responsável para ir com meu filho e mais dois atletas", afirmou. De acordo com a madrasta, no alojamento, um homem chamado Wagner (que teria convidado os atletas do Rio de Janeiro para o campeonato) se apresentou como diretor do Atlético-GO. LEIA TAMBÉM: Homem é preso suspeito de ameaçar e assediar sexualmente criança de 11 anos pelas redes sociais Comerciante é preso suspeito por estupro e ameaça de menina de 11 anos Treinador de futebol é preso suspeito de assediar sexualmente crianças e adolescentes Confusão no alojamento Ainda segundo relato da madrasta, pela manhã do dia seguinte, o treinador do clube do Rio ligou contando de uma confusão durante a noite onde os meninos e a mulher que foi acompanhá-los estavam. O enteado contou à Camila que um homem, que seria o motorista do ônibus do Atlético-GO, entrou no alojamento. "Estávamos dormindo e entrou um homem alterado de madrugada dentro do alojamento, fumando cigarro dentro do alojamento, e acordou a Jane com a lanterna na cara dela indagando quem era ela e mandando ela sair de lá", disse o jovem à Camila. Depois da confusão, Camila disse que instruiu o enteado e a funcionária a irem para um hotel, mas o treinador teria ameaçado tirar do campeonato quem saísse do alojamento que estavam. Assédio Ainda de acordo com Camila, o clube conseguiu outro local para onde o enteado e a funcionária dela foram com outros jogadores. O novo alojamento é no salão paroquial de uma igreja da região, onde seriam servidas refeições para os atletas. Nesse local teria acontecido o assédio contra o enteado de Camila; segundo ela, o adolescente relatou que o cozinheiro, com idade entre 30 e 40 anos, chegou a fazer elogios sobre seu corpo e também estava dormindo no salão da paróquia. Esse homem teria seguido o jovem durante a noite até o banheiro; lá, o garoto conseguiu gravar a conversa e depois contar aos pais. "Meu filho já tinha achado estranho esse homem ter elogiado o corpo dele, elogiado os músculos dele, sendo que meu filho tem 13 anos de idade. Como que um homem de 30 anos elogia o corpo de uma criança de 13?", disse. Segundo o enteado contou à madrasta, ele foi seguido no corredor até o banheiro, onde conseguiu entrar e trancar a porta da cabine. O homem ficou do lado de fora conversando. "Foram sete minutos de áudio de um homem adulto tentando convencer o meu filho que tudo bem ele ficar, já que ele não quer namorar e não quer casar. Meu filho coagido, com muito medo de sair de dentro daquela cabine, sem saber se ele estava armado. Até que o meu filho tem coragem de sair do banheiro e sair correndo para a sala", descreveu Camila. Segundo Camila, o funcionário do clube goiano, Wagner, que se apresentou como diretor de futebol chegou a ameaçar o enteado dela para que não contasse o que aconteceu. "Fica quietinho com o que aconteceu lá, se você contar para alguém você vai ver comigo", relatou o atleta sobre o que ouviu. Camila Marques denuncia assédio contra seu enteado Reprodução/Instagram Nota Atlético Goianiense "O Atlético Clube Goianiense vem a público manifestar-se sobre o vídeo e os relatos que circulam nas redes sociais envolvendo um atleta menor de idade, residente no Rio de Janeiro, que participou recentemente de um torneio no interior de São Paulo. Diante da gravidade das denúncias apresentadas, o Clube julga necessário esclarecer os fatos e reiterar seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes: Posicionamento Institucional: O Atlético Goianiense repudia, com a máxima veemência, quaisquer atitudes de cunho homofóbico, racista, machista ou xenofóbico, e condena abominavelmente qualquer forma de assédio moral ou sexual contra crianças e adolescentes. Tais comportamentos são inadmissíveis e não representam, em hipótese alguma, os princípios que regem este Clube. Da Responsabilidade pela Delegação: O Atlético Goianiense esclarece que o convite para o atleta disputar a referida competição partiu de umas das suas escolinhas franqueadas, sendo que o responsável legal por esta unidade estava presente no local e acompanhando a delegação. Embora o Clube não possua ingerência administrativa direta sobre a gestão cotidiana das unidades franqueadas, inclusive participação em torneios, exigimos destas parceiras o mais alto padrão de cuidado, segurança e respeito no trato com menores de idade, condizente com a história e os valores da nossa instituição. Do Acolhimento à Família: Ao tomar conhecimento das denúncias narradas pela responsável pelo menor, que envolvem relatos de assédio, expulsão de alojamento e condutas inapropriadas por parte de terceiros, o Atlético Goianiense agiu prontamente. O Clube designou-o seu Vice-Presidente Executivo, bem como toda a estrutura do seu Departamento de Psicologia, para atuar na apuração dos fatos, acolher a família e prestar todo o suporte necessário neste momento delicado. Compromisso com a Justiça: É importante ressaltar que os fatos relatados ocorreram fora das dependências do Atlético Goianiense, especificamente em um alojamento disponibilizado pela organização do torneio no interior do Estado de São Paulo. No entanto, isso não exime o nosso compromisso com a verdade. O Clube assegura que não poupará esforços para buscar o total esclarecimento do ocorrido e auxiliará as autoridades competentes na responsabilização criminal e civil de qualquer pessoa, seja ela ligada a uma franquia, à organização do evento ou terceiros, que tenha causado danos emocionais, físicos ou morais ao menor e sua família. O Atlético Goianiense reafirma sua solidariedade ao atleta e seus familiares e continuará acompanhando o caso com o rigor que a situação exige. Atlético Clube Goianiense" 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/01/26/familia-de-atleta-que-representou-o-atletico-go-denuncia-que-adolescente-sofreu-assedio-em-alojamento-durante-campeonato-em-sp.ghtml


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