Funcionários são presos por furtar e desviar mercadorias de centro logístico da Amazon
28/04/2026
(Foto: Reprodução) Funcionários são presos por furtar e desviar mercadorias de centro logístico da Amazon
Duas quadrilhas foram presas pela Polícia Civil por suspeita de desviar e furtar encomendas no centro logístico da Amazon no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Segundo a Polícia Civil, funcionários da empresa estavam envolvidos nos crimes. Ao todo, 14 pessoas foram presas.
Em um dos casos, a quadrilha etiquetava objetos de alto valor como se fossem itens baratos, e as compras eram despachadas como se fossem legítimas. No mesmo galpão, outra quadrilha furtava e desviava produtos assim que eles chegavam no estoque da empresa.
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Entre os produtos roubados estão notebooks gamers, impressoras 3D, relógios inteligentes e outros aparelhos.
A primeira denúncia chegou à polícia no dia 14 de abril. Segundo a Polícia Civil, a corporação recebeu informações em tempo real, de que novas etiquetas estavam sendo produzidas e que uma remessa havia acabado de sair para entrega.
A quadrilha envolvia funcionários do centro logístico, responsáveis por selecionar e adulterar as etiquetas, e pessoas encarregadas de receber, armazenar e destinar produtos desviados.
No galpão da empresa, os policiais detiveram uma das suspeitas com etiquetas fraudulentas ainda não usadas. Eles também conseguiram interceptar a entrega de uma das encomendas, que tinha quatro computadores de alto desempenho etiquetados como se fossem outros objetos.
Na casa da pessoa que receberia os objetos, a polícia encontrou diversos produtos oriundos do esquema, vários ainda com etiquetas adulteradas. Outros receptadores também foram identificados pela polícia e, nos endereços deles, outros produtos foram apreendidos.
Nesse dia, cinco pessoas foram autuadas em flagrante pelos crimes de associação criminosa e furtos qualificados, com abuso de confiança e concurso de pessoas. Entre os equipamentos achados com eles estão:
Notebooks gamers;
Impressoras;
Equipamentos de som;
Cadeiras gamer;
Frigobar;
Bicicleta ergométrica.
Eletrônicos apreendidos após furto de mercadorias no centro logístico da Amazon
Polícia Civil/Divulgação
Posteriormente, a polícia identificou um novo núcleo de funcionários envolvido em furtos, utilizando um modus operandi distinto do esquema anteriormente desarticulado. Nesse caso, eles atuavam no setor de recebimento de mercadorias, desviando caixas com produtos de alto valor que ainda não haviam sido registrados no inventário e que não eram detectados pelos equipamentos de segurança.
Segundo a corporação, as embalagens eram levadas para áreas com pontos cegos das câmeras de vigilância, onde eram abertas e tinham conteúdo dividido entre os envolvidos. Depois, os itens eram vendidos na internet.
As câmeras de segurança do centro logístico registravam comportamentos suspeitos, como circulação de funcionários em áreas não habituais, em pontos sem cobertura de câmeras, e caixas vazias localizadas nesses locais.
Nesse segundo esquema, os produtos eram retirados diretamente da área de carga, antes mesmo de serem incluídos no sistema da empresa. Após a descoberta, o setor de segurança da empresa identificou o desaparecimento de diversos itens, como smartwatches e outros produtos eletrônicos.
No dia 23 de abril, houve uma tentativa de furto de um celular de última geração. Com isso, a Polícia Civil foi ao local e deteve suspeitos. Um deles, apontado como chefe da quadrilha, confessou o crime e disse que parte dos produtos já havia sido vendida.
Nessa segunda fase, nove pessoas foram presas em flagrante por associação criminosa e furto qualificado, com abuso de confiança e concurso de pessoas. Somente nessa segunda fase, R$ 12,7 mil em produtos foram recuperados.
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