Governo de SP inclui Baixada em plano até 2050 e mira nova ligação entre planalto e Porto de Santos
01/03/2026
(Foto: Reprodução) Excesso de caminhões na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, SP
Vanessa Rodrigues/Arquivo/AT
A Baixada Santista passou a integrar o Plano de Logística e Investimentos do Estado de São Paulo (PLI‑SP), iniciativa que pretende redesenhar a infraestrutura de transporte paulista até 2050. OOs estudos iniciais vão servir para orientar investimentos públicos e privados voltados à integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o principal foco na região será qualificar a ligação entre o planalto e o litoral, tornando mais eficiente o escoamento de cargas e o acesso ao Porto de Santos, o maior complexo portuário do Hemisfério Sul.
✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp.
"Entre as frentes em estudo, estão novos trechos ferroviários com potencial logístico, capazes de reduzir a dependência do transporte rodoviário, ampliar a capacidade de movimentação de cargas e incentivar um modelo mais limpo, econômico e sustentável", afirmou a Semil, por meio de nota.
As nove cidades da Baixada Santista respondem por R$ 79 bilhões do PIB paulista e reúnem atividades estratégicas para a economia do estado, como Porto de Santos, comércio e turismo.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Desafios
O governo estadual tem percorrido regiões para identificar gargalos logísticos, ouvir demandas e incorporar sugestões ao planejamento. Em Santos, os estudos do PLI‑SP 2050 foram apresentados na quinta-feira (26).
A Semil informou que o diagnóstico confirmou que a economia local é majoritariamente baseada no setor de serviços, impulsionada pelo Porto de Santos, comércio e turismo.
O levantamento também apontou congestionamentos, limitações de mobilidade e pressão sobre a infraestrutura urbana, reforçando a necessidade de planejamento integrado.
Estudos foram apresentado na última quinta-feira (26), em Santos, SP
Divulgação/Semil
"Esse perfil exige soluções que garantam fluidez aos transportes, previsibilidade operacional e desenvolvimento sustentável em um território urbano e ambientalmente sensível", destacou a secretaria.
O PLI-SP 2050 promete consolidar os dados e contribuições regionais em diretrizes estratégicas, alinhando investimentos às vocações e desafios de cada região dentro de uma visão sistêmica para as próximas décadas
Próximos passos
As contribuições coletadas no Fórum Regional da Baixada Santista passam agora a integrar as análises técnicas do PLI-SP 2050. Os encontros regionais continuam, mas o prazo para o início dos investimentos ainda não foi divulgado pelo órgão estadual.
A população, o setor produtivo e as instituições locais ainda podem contribuir por meio do site.
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos