Imagens mostram como milicianos usam drones para planejar ataques e avançar sobre territórios na região mais populosa do Rio
19/03/2026
(Foto: Reprodução) A polícia apreende imagens feitas por drones de milicianos no Rio de Janeiro
A Polícia do Rio de Janeiro apreendeu imagens que milicianos fizeram com drones. As gravações mostram como os bandidos planejam ataques e avançam sobre territórios na região mais populosa da cidade.
Bandido monitorando bandido com drones, incorporados à rotina do crime. Paciência, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Região que sofre com a disputa territorial entre milicianos. Quatro homens armados avançam por uma rua bloqueada por um carro. Na transversal, dois milicianos descem de um carro em movimento, já atirando. O motorista dá ré, em alta velocidade. Uma mulher tenta correr. É atropelada e arremessada na calçada. Ela não resistiu. O veículo ainda bate em uma moto. Outros dois homens armados saem do carro, e mais tiros são disparados. As imagens desses crimes vieram de drones apreendidos pela polícia nesta semana. Todas gravadas no mês de fevereiro. Dois homens foram presos.
Não é só vigiar. Com os drones, a quadrilha de milicianos acompanha, em tempo real, cada movimento dos rivais para planejar ataques. Virou uma arma de estratégia para expandir o domínio sobre territórios da Zona Oeste, a mais populosa do Rio, e também pela Região Metropolitana.
“Eles utilizam esse drone para saber a localização, onde estão os rivais nesse território. Em tempo real, fazem a conexão, a comunicação com os narcosmilicianos que estão invadindo o território”, explica o delegado Jefferson Ferreira.
Imagens mostram como milicianos usam drones para planejar ataques e avançar sobre territórios na região mais populosa do Rio
Jornal Nacional/ Reprodução
Os drones apreendidos mostram que até o trabalho da polícia é monitorado nessas regiões. Em um vídeo, a quadrilha cerca um carro com integrantes do bando rival. Ao longo de dois minutos, muitos disparos. Um criminoso é morto. Enquanto, do alto, drones direcionam ataques, a população enfrenta a violência de perto.
“A gente vai investigar essas imagens para identificar os crimes em concreto que estão ali sendo praticados - homicídios, tentativas de homicídio - e também essa disputa dessas duas organizações criminosas”, diz o delegado Jefferson Ferreira.