Jesse Jackson, ativista dos direitos civis, morre nos Estados Unidos

  • 17/02/2026
(Foto: Reprodução)
Jesse Jackson, 1941-2026 Morreu, aos 84 anos, um dos principais líderes do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, o reverendo Jesse Jackson. Nascido no sul segregacionista, filho de mãe solteira, foi ordenado pastor na Igreja Batista. Como líder estudantil nos anos 1960, impressionou Martin Luther King e se tornou uma liderança no movimento que começou a acabar com a segregação racial nos Estados Unidos. Quando King foi assassinado, Jackson estava ao lado dele. Tentou a candidatura à presidente pelo Partido Democrata duas vezes, em 1984 e 1988. Era muito cedo para os democratas se arriscarem, mas Jackson abriu o caminho para o futuro sucesso de Barack Obama. Criou o que chamou de “Coalizão do Arco-Íris”: negros, latinos, trabalhadores, brancos pobres, com foco na igualdade econômica. Desistiu da política eleitoral e viajou pelo mundo. Esteve duas vezes no Brasil. Lutou contra o apartheid na África do Sul e era amigo de Nelson Mandela. Foi um dos primeiros políticos americanos a defender a causa palestina. Encontrou Fidel Castro em Havana e defendeu a reaproximação entre cubanos e americanos. Também conseguiu a libertação de muitos americanos presos em outros países. Sem nunca ter sido eleito, Jesse Jackson foi uma figura de transição entre o movimento dos direitos civis e a atual integração dos negros na política americana. Era uma espécie de líder moral e, nas manifestações do recente movimento Vidas Negras Importam, era visto chamando os manifestantes a participarem e pedindo que os protestos permanecessem não violentos. Jesse Jackson, ativista dos direitos civis, morre nos Estados Unidos Jornal Nacional/ Reprodução A família não anunciou a causa da morte. Em 2015, Jackson foi diagnosticado com Parkinson e, em novembro de 2025, foi hospitalizado para tratar uma doença degenerativa do sistema nervoso. O ex-presidente Barack Obama disse que Jackson “plantou as fundações” para a campanha dele à presidência. O ex-presidente Bill Clinton disse que ele foi “um campeão da dignidade humana”. A ex-candidata à presidência Kamala Harris chamou Jackson de “um dos maiores patriotas da América”. O presidente Donald Trump se declarou amigo de Jackson, a quem chamou de “um bom homem, cheio de garra”. LEIA TAMBÉM Jesse Jackson, líder dos direitos civis que foi candidato à presidência dos EUA, morre aos 84 anos

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/02/17/jesse-jackson-ativista-dos-direitos-civis-morre-nos-estados-unidos.ghtml


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