Mais de 50 escolas municipais aderem à greve da Educação em Rio Branco; veja lista
25/05/2026
(Foto: Reprodução) Mais de 50 escolas da educação municipal aderem a greve em Rio Branco
Aline Pontes/Rede Amazônica
Há quase uma semana em greve por reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho, os profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco segue com as atividades paralisadas nesta segunda-feira (25).
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e o Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco, pelo menos 51 unidades de ensino aderiram ao movimento, entre escolas, creches e centros de educação infantil. (Veja lista completa mais abaixo)
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Apesar da paralisação, algumas unidades continuam funcionando parcialmente. A categoria informou também que a greve segue por tempo indeterminado até que uma nova proposta seja apresentada pela prefeitura.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco para solicitar um posicionamento sobre as propostas apresentadas e aguarda retorno.
Em greve, Educação municipal se mobiliza em frente à prefeitura de Rio Branco
Segundo o levantamento repassado pelo sindicato, as seguintes unidades aderiram ao movimento:
Creche Sagrado Coração de Maria
Escola Benfica
Anita Jangles
Escola Frei Pelegrino de Lima
Valdívia de Castro
Francisca Aragão Silva
Creche Maria José Bezerra dos Reis
Creche Sorriso de Criança
Padre Peregrino
Escola Mário Lobão
CEI Willy Viana das Neves
Creche Jairo Júnior
Jessé Santiago
CEI Luiz Roberto Pedron
Monteiro Lobato
CEI Prof. Beline Araújo
Creche Bem-Te-Vi
CEI Maria Silvestre
CEI Jorge Luís
Creche Ione Portela da Costa Casas
Eufrosina Silva Oliveira
Escola Boa União
Creche Francisca Silva Maia
Escola Monte Castelo
Escola José Potyguara
Escola Luiza de Lima Cadaxo
Escola Juvenal Antunes
Dr. Zaquel Machado
CEI José Anacleto
CEI Herloizia Almeida
Escola Maria Lúcia Moura Marin
Escola Bom Jesus
Creche Jacamim
CEI Maria Danila Pompeu
CEI José Maria Maciel
CEI Maria Estela Marques
Mestre Irineu Serra
Mariana da Silva Oliveira
Álvaro Vieira da Rocha
Escola Maria Izaliz
Escola Jorge Félix Lavocat
Creche Irmãos Mi e Bino
Escola Irmã Maria Gabriela
Escola Luiza Carneiro Dantas
Mauricila Sant’Ana
Escola Menino Jesus
Teresinha Kalume
Anexo Chico Mendes
Anice Dib Jatene
Djanira Bezerra dos Reis
CEI Prof. Beline Araújo
Entre as principais reivindicações estão a reposição inflacionária dos salários, atualização das gratificações das equipes gestoras, avanço nas discussões sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e melhorias na estrutura das unidades de ensino.
De acordo com a categoria, os servidores acumulam três anos sem reajuste salarial ou reposição inflacionária.
Impasse
A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, afirmou que a categoria considera que houve retrocesso nas negociações com a prefeitura desde o início da greve.
Segundo ela, uma proposta discutida anteriormente teria sido alterada pela gestão municipal.
“A prefeitura está nos retalhando, porque nós estávamos avançando em uma proposta e, na quinta-feira [21], mandaram uma proposta pior do que a que estava sendo construída na mesa. Mas nosso movimento está forte. Mais de 70% das escolas estão na greve e seguimos com o cronograma da paralisação”, declarou.
Ainda segundo Rosana, houve apenas uma reunião entre representantes da categoria e a prefeitura desde o início da greve. Ela afirmou que a proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada pelos trabalhadores.
“A proposta é imoral. Depois de três anos sem ganho nenhum, oferecer R$ 75 para um funcionário é inaceitável”, disse.
A presidente do sindicato reforçou que a categoria reivindica a reposição do salário mínimo nas tabelas dos servidores, reajuste de 5% imediato para todas as categorias e mais 5% a partir de novembro.
Os trabalhadores pretendem manter a greve até que uma nova proposta seja apresentada pela prefeitura. “Só depende do prefeito encerrar esta greve”, concluiu.
Profissionais da educação da rede municipal de Rio Branco iniciaram, na última quarta-feira (20), uma greve por tempo indeterminado
Richard Lauriano / Rede Amazônica
Protesto anterior
Antes da deflagração da greve, os trabalhadores já haviam feito um ato convocatório no dia 11 de maio, em frente à prefeitura, para pressionar a gestão municipal por avanços nas negociações.
Naquela ocasião, representantes da categoria cobraram a reposição inflacionária do piso do magistério referente aos anos de 2024, 2025 e 2026, além da atualização das tabelas salariais dos servidores da educação.
A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e reuniu representantes de 56 escolas.
VÍDEOS: g1