María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela sob governo interino de Delcy Rodríguez
01/03/2026
(Foto: Reprodução) "Vou regressar em poucas semanas à Venezuela", disse Machado em um vídeo publicado em suas redes sociais
Redes/x e Reuters
A líder da oposição María Corina Machado afirmou que retornará à Venezuela “em poucas semanas”, após 80 dias de exílio e sua fuga para Oslo, onde recebeu o Nobel da Paz. Ela voltará a um país atualmente governado por Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência de forma interina após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar americana.
O presidente Donald Trump já manifestou satisfação com a gestão de Delcy à frente do governo provisório.
“Vou regressar em poucas semanas à Venezuela”, disse Machado em um vídeo publicado em suas redes sociais. Ela afirmou que sua volta será para “garantir uma transição para a democracia ordenada, sustentável e irreversível”. Também pediu aos venezuelanos que se preparem para “uma nova e gigantesca vitória eleitoral”.
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Após receber o Nobel da Paz, Machado permaneceu nos Estados Unidos durante a maior parte do exílio, onde se reuniu com o presidente Donald Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio. Ela tem insistido na necessidade de “cobrar” a vitória da oposição e construir consensos que permitam a governabilidade. Em uma das visitas, chegou a entregar a medalha do Nobel a Trump.
No vídeo, María Corina Machado exalta as ações do governo de Donald Trump: “Queremos agradecer ao povo dos EUA, ao seu governo, aos seus congressistas, aos seus juízes e aos seus homens e mulheres militares que arriscaram suas vidas pela liberdade da Venezuela.”
Ainda, afirmou que o “regime”, mesmo sem Maduro, continua com a mesma natureza: “querem ganhar tempo para que nada mude, mas tudo mudou”.
Há cerca de 20 dias, em fevereiro, um aliado de Machado passou a cumprir prisão domiciliar após voltar a ser detido por se manifestar e exigir eleições no país. O ex-parlamentar Juan Pablo Guanipa, 61, já havia sido preso anteriormente por acusações de conspiração e estava em liberdade havia menos de 12 horas.
Machado liderou a campanha de Edmundo González Urrutia nas eleições presidenciais de 2024, marcadas por denúncias de fraude. Com a onda repressiva após o pleito, ela foi obrigada a viver na clandestinidade por mais de um ano, até fugir em uma operação cinematográfica em dezembro de 2025.
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O presidente dos Estados Unidos passou a se referir à Venezuela como um país “amigo e parceiro” ao tratar do fornecimento de petróleo. A imprensa americana tem relatado que a deposição de Maduro foi articulada previamente com a cúpula do chavismo.
Atualmente, Delcy e Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, são as principais lideranças do país. Delcy Rodríguez assumiu a presidência venezuelana e tem atuado em cooperação com o governo Donald Trump.