Moradores fecham avenida e cobram melhorias de infraestrutura em ramal de Rio Branco
20/08/2026
(Foto: Reprodução) Moradores fecham Avenida Amadeo Barbosa e cobram melhorias de infraestrutura, saúde e segurança em ramal da capital
Richard Lauriano/Rede Amazônica Acre
Moradores do Ramal São José, Ramal da Judia e de outras travessas do bairro Belo Jardim, no Segundo Distrito de Rio Branco, bloquearam parte da Avenida Amadeo Barbosa, na manhã desta quinta-feira (20). A manifestação, segundo eles, é por melhorias na infraestrutura e nos serviços públicos oferecidos à comunidade.
O protesto provocou a interrupção do fluxo de veículos no sentido dos bairros para o centro da capital. O bloqueio foi acompanhado por agentes de trânsito e motoristas precisaram retornar e buscar outras vias para chegar ao Primeiro Distrito.
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O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco e, até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.
Na manifestação, os moradores levaram cartazes e imagens para mostrar as condições das ruas da região que, segundo eles, ficam tomadas pela lama durante o período chuvoso. A situação, conforme os manifestantes, dificulta até mesmo a entrada de veículos de emergência e o deslocamento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Agora no g1
De acordo com o autônomo Antônio José de Lima, morador da região, a comunidade decidiu voltar a protestar após, segundo ele, não ver avanços depois de promessas feitas anteriormente por representantes da Prefeitura de Rio Branco.
“Foi uma situação que chegou ao extremo pra gente tomar essa atitude porque houve muitas promessas, principalmente do seu Márcio Pereira, representante da prefeitura. Ele esteve na nossa comunidade, se comprometeu a fazer o paliativo, levar iluminação, levar coleta de lixo e dar uma melhoria às nossas travessas, mas ficou só nas promessas”, afirmou.
Segundo os moradores, ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) enfrentam dificuldades para chegar às residências. Além disso, segundo eles, corridas de transporte por aplicativo são canceladas quando os motoristas chegam à região por causa das condições das vias.
A falta de acesso também seria um problema para cadeirantes. Conforme os moradores, algumas pessoas precisam ser carregadas nos braços em meio à lama para conseguir deixar suas casas e chegar a uma unidade de saúde.
Conforme Antônio, os moradores tentaram obter respostas após o primeiro protesto, mas não teriam conseguido contato com o representante citado.
“Ele sumiu, não atendia o celular, ficou de dar uma resposta, não nos atendeu mais, e a nossa comunidade está isolada”, relatou.
O morador afirma que a reivindicação inclui melhorias no Ramal São José, no acesso às travessas e em outras áreas próximas, onde vivem produtores rurais e famílias que dependem das vias diariamente.
“A gente quer uma resposta do prefeito. A gente não quer mais nenhum representante aqui, a gente quer o prefeito se comprometer com a nossa comunidade. É um trabalho, é o direito dele de fazer, é uma obrigação dele. Então a gente não está pedindo mais do que é necessário”, declarou.
Saúde e segurança
Além da infraestrutura, os manifestantes cobram melhorias na saúde e na segurança pública. Segundo Antônio, a unidade de saúde da região estaria sem médico.
O morador também reclamou das dificuldades para conseguir atendimento e afirmou que moradores precisam buscar alternativas fora da unidade.
“Se você for aqui no postinho, você vai ver que não tem médico. Inclusive, a enfermeira passou agora há pouco, disse que o médico estava de férias há dois meses. Isso é um absurdo”, afirmou.
Na questão da segurança pública é outra preocupação, segundo os moradores, as condições das ruas dificultam a entrada de viaturas para realização de rondas e atendimento de ocorrências.
“A polícia estava até nos questionando porque a gente fechou. Fala que passa, faz a ronda, mas na principal. Vocês viram no cartaz do início: a viatura entrar, tanto da PM, do Samu ou qualquer outra viatura, ela fica difícil. A gente vai fechar quantas vezes for necessário”, disse o autônomo.
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