Norte Fluminense volta a integrar política federal de desenvolvimento rural
23/05/2026
(Foto: Reprodução) Norte Fluminense volta a integrar política de desenvolvimento rural
Acervo LIDER Norte
O Norte Fluminense voltou a ser oficialmente reconhecido pelo Governo Federal dentro da política nacional de desenvolvimento territorial sustentável. A re-homologação foi aprovada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).
Na prática, o reconhecimento amplia o acesso da região a políticas públicas, programas e investimentos voltados ao desenvolvimento rural e à agricultura familiar.
Integram o território os municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana, São Fidélis, Cardoso Moreira, Quissamã, Carapebus, Conceição de Macabu e Macaé.
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Entre os benefícios previstos estão ações de assistência técnica, acesso a crédito rural, regularização fundiária, incentivo à comercialização da produção e apoio à agroindustrialização.
Segundo representantes do setor, a re-homologação fortalece a integração entre os municípios e pode beneficiar principalmente os pequenos produtores rurais, permitindo que as cidades busquem soluções conjuntas para desafios do campo.
“Esse é um trabalho que fortalece o desenvolvimento regional de forma sustentável e solidária. Quem vive do campo sabe como é importante alcançar políticas públicas com o apoio das diversas esferas”, afirmou a coordenadora executiva da Lider Norte Fluminense, Flaviá Picon Pereira.
O tema também reacende a discussão sobre o reconhecimento do semiárido no Norte e Noroeste Fluminense. Em julho do ano passado, um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado propôs incluir as duas regiões no semiárido brasileiro e criar um fundo de desenvolvimento econômico para os municípios.
Em agosto, no entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente a proposta. Segundo o Governo Federal, faltavam estudos técnicos que comprovassem os índices de aridez e temperatura da região, além de estimativas de impacto orçamentário. O veto ainda poderá ser analisado pelo Congresso Nacional.
Representantes envolvidos no processo afirmam que a re-homologação foi resultado de uma mobilização de produtores rurais, entidades e grupos ligados ao fortalecimento do desenvolvimento rural no Norte Fluminense.
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