Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça
11/03/2026
(Foto: Reprodução) Microsoft entra em disputa na Justiça contra uso de IA na guerra nos EUA
Nos Estados Unidos, o uso de inteligência artificial na guerra virou disputa na Justiça.
Em uma rara união entre as big techs americanas contra a Casa Branca, a Microsoft apresentou um parecer jurídico em apoio a outra gigante da tecnologia, a Anthropic. A empresa de inteligência artificial está processando o governo. O motivo: o presidente Donald Trump determinou que todas as agências federais parem de usar os serviços da startup. O Pentágono também classificou a Anthropic como um risco à cadeia de suprimento dos Estados Unidos – ou seja, um risco à segurança nacional.
A big tech tem um contrato de US$ 200 milhões com o Departamento de Guerra. No contrato, incluiu a condição de que sua tecnologia não fosse usada para vigilância de cidadãos ou em armas que podem atacar um alvo sem controle humano. Mas, agora, isso criou um atrito, porque o Pentágono defende que cabe ao governo decidir como usar as tecnologias. Na quinta-feira (5), o secretário de Guerra deu um ultimato: exigiu acesso irrestrito ao modelo de IA da Anthropic ou seria o fim do contrato. A Anthropic não cedeu.
Nos EUA, uso de inteligência artificial na guerra no Oriente Médio vira disputa na Justiça
Jornal Nacional/ Reprodução
A inteligência artificial é uma das maiores apostas do governo americano em guerras. No Irã, a tecnologia tem apoiado o planejamento e identificação de alvos estratégicos. Também foi usada nos drones que confundiram a defesa iraniana na operação que matou o líder supremo aiatolá Ali Khamenei e foi usada, ainda, na captura do ditador Nicolás Maduro, na Venezuela.
As manifestações judiciais indicam uma aliança incomum de empresas de tecnologia, que têm escolhido o silêncio ao embate com a Casa Branca.
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