Polícia fecha bar ligado à prostituição e indicia dona por exploração sexual de adolescente
14/01/2026
(Foto: Reprodução) Polícia Civil fecha bar que funcionava como casa de prostituição em Rorainópolis (RR).
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil fechou, nesta quarta-feira (14), um bar usado como ponto de prostituição em Rorainópolis, no Sul de Roraima. A dona do local, de 37 anos, foi indiciada por favorecimento à prostituição e exploração sexual de uma adolescente de 16 anos.
O fechamento do bar foi determinado na terça-feira (13) pelo juiz Ruberval Barbosa de Oliveira Júnior, da Vara Criminal de Rorainópolis.
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O g1 tenta contato com a mulher indiciada.
A medida foi resultado de uma investigação que se iniciou em outubro de 2024, quando a adolescente foi resgatada do bar durante fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Conselho Tutelar.
As investigações apontaram que a vítima, natural de Manaus (AM), foi aliciada ainda no estado de origem por uma conhecida com quem morava, com a promessa de trabalho em um bar de Rorainópolis. As duas chegaram à cidade em agosto do mesmo ano.
A adolescente contou que, ao chegar ao bar, a dona perguntou sua idade. Mesmo sabendo que ela era menor, a mulher permitiu que ficasse no local após a jovem dizer que não tinha para onde ir. A condição imposta foi que a adolescente afirmasse ter 18 anos caso fosse questionada.
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Rotina de exploração sexual
A adolescente permaneceu no bar por cerca de dois meses até ser resgatada. Segundo o relato, ela era orientada a abordar os clientes nas mesas e oferecer companhia. Quando havia interesse, os programas aconteciam nos quartos do próprio bar.
De acordo com o relato, a maioria dos clientes era formada por fazendeiros, filhos de fazendeiros e agentes públicos. O valor médio cobrado era de R$ 500 por programa, mas apenas parte do dinheiro ficava com a jovem.
Conversas de texto também confirmaram a atuação da adolescente como “garota de programa”, e que a dona do bar supervisionava diretamente as saídas, controlava pagamentos e mantinha poder de decisão sobre os atendimentos.
Em interrogatório, a mulher afirmou que a adolescente foi contratada para trabalhar como babá de sua filha. Segundo ela, nos períodos de folga, a menina se prostituía por vontade própria e que não sabia que ela era menor de idade.
A mulher também afirmou que a adolescente e outras jovens pagavam apenas pelo aluguel dos quartos do bar e que ela não participava dos lucros dos programas sexuais.
Para a polícia, no entanto, ficou comprovado que a mulher facilitava e lucrava com a exploração sexual da adolescente. Ela foi indiciada em 2025 pelos crimes de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável e por manter uma casa de prostituição.
Após ser resgatada, a adolescente foi encaminhada ao Abrigo Institucional Feminino Pastor Josué Rocha Araújo, onde segue acolhida. Ela não possuía Registro Geral (RG) nem Cadastro de Pessoa Física (CPF) e tinha apenas uma cópia da certidão de nascimento.
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