Rodoviários entram em greve no Rio; viações afirmam que 30 ônibus foram vandalizados em piquetes
29/06/2026
(Foto: Reprodução) Greve de ônibus no Rio: rodoviários decidiram fazer paralisação por tempo indeterminado
O Rio Ônibus, sindicato que representa as viações que operam no Município do Rio de Janeiro, afirmou que pelo menos 30 coletivos foram vandalizados em piquetes na madrugada desta segunda-feira (29), 1º dia da greve dos rodoviários.
O Bom Dia Rio apurou que uma pessoa ficou ferida em uma das ações. Até a última atualização desta reportagem, não se sabia se era um passageiro ou um motorista, nem havia detalhes sobre o estado de saúde dela.
À 0h, a categoria entrou em greve por tempo indeterminado, após decisão em assembleia neste domingo (28). O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) deferiu uma liminar em que determina circulação mínima de 50% da frota.
Ainda de acordo com o Rio Ônibus, 800 coletivos saíram das garagens para atender a população, aquém dos 1.800 que deveriam estar nas ruas, seguindo a ordem da Justiça.
Em caso de descumprimento, segundo a liminar, foi fixada multa diária de R$ 50 mil, aplicada de forma independente a cada uma das entidades sindicais — ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintrucad-Rio) e ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus).
“O Centro de Operações e Resiliência (COR) reforça que metrô, trens e barcas estão em funcionamento regular e são alternativas para a população”, postou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
É ponto facultativo nas repartições por causa do jogo do Brasil pela 2ª fase da Copa do Mundo, contra o Japão.
Rioônibus afirma que coletivo foi vandalizado em piquete nesta segunda-feira (29)
Divulgação
Passageiros reclamam
Telespectadores do Bom Dia Rio relataram demora para viajar. Daniel Monteiro, morador de Realengo, afirmou que esperou 2 horas pela condução, mas que nenhuma linha passou. “A situação está muito difícil para quem depende do transporte público para trabalhar e estudar. Muitos moradores da região estão enfrentando o mesmo problema e sem qualquer previsão de normalização”, relatou.
“Tive que chamar Uber pro trabalho. Não passa ônibus nenhum em Campo Grande”, disse Ester Santos.
“Eu moro em Guaratiba, não tem ônibus. Dependo do 857 (Pingo D’água-Campo Grande, via Catruz e Cachamorra), e não passou. Meu esposo saiu às 4h15 e voltou às 6h20, não tem como ir”, escreveu Eliane Cardoso.
“Rodoviária de Campo Grande não tem ônibus”, denunciou Aline Rosa.
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Uma das garagens do sistema BRT, em Curicica, com pelo menos 90 ônibus parados
Alan Cavalcante/TV Globo
Reivindicações
Segundo o sindicato, a categoria não abre mão da proposta do dissídio aprovada e encaminhada para o Rio Ônibus:
mudança da data-base para 1º de março;
salário de R$ 5 mil para motoristas que dirigem articulados e R$ 4 mil para os demais;
fim do contrato temporário e contratação pela CLT para os profissionais do BRT;
tíquete-alimentação de R$ 1 mil;
jornada de trabalho 5x2;
manutenção do passe livre para a categoria;
indenização dos 30 minutos do intervalo de almoço;
plano de saúde e odontológico.
O sindicato afirma que a proposta apresentada aplicada sobre os valores atuais dos salários e auxílio alimentação da categoria, o motorista de ônibus convencional teria um reajuste de R$ 150,15, saindo de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31; o do articulado na categoria "E" teria um aumento de R$ 180,17, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. Já o auxílio alimentação seria reajustado em R$ 29,00 passando de R$ 660,00 para R$ 689,00.
Ônibus foram depredados, segundo Rioônibus, durante piquete nesta segunda-feira (29)
Divulgação