Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela PF por ligação com o Comando Vermelho

  • 27/02/2026
(Foto: Reprodução)
Rodrigo Bacellar, TH Joias e mais 3 são indiciados pela PF por ligação com o CV O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, e outras três pessoas foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho. Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado. O g1 tenta contato com a defesa dos acusados. O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado. Segundo a Polícia Federal, a medida se deve às regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Bacellar, que está licenciado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro pela Polícia Federal (PF) na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso. No dia 9 de dezembro Bacellar deixou a prisão, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da detenção por medidas cautelares. Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão. Dinheiro apreendido pela PF no carro de Bacellar: total foi mais de R$ 90 mil Reprodução Mudança com caminhão-baú O Blog do Octavio Guedes mostrou que, na tarde de 2 de setembro, véspera da Operação Zargun, Bacellar ligou para TH Joias, avisou que haveria mandados contra ele e o orientou a destruir provas — o ourives chegou a organizar uma mudança e usou até um caminhão-baú para isso. TH de fato não estava em casa, na Barra da Tijuca, quando as equipes chegaram, e só foi encontrado horas depois na residência de um amigo, no mesmo bairro. TH Joias e Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj Divulgação Relembre a prisão de TH Joias Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, foi preso no dia 3 de setembro por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas e acessórios para o Comando Vermelho (CV). TH era 2º suplente e assumiu em junho do ano passado, após a morte de Otoni de Paula Pai e a recusa de Rafael Picciani em herdar essa cadeira na Alerj — ele saiu para compor o secretariado do governador Cláudio Castro (PL). Mas bastou Picciani retomar a vaga para que TH perdesse o cargo — Castro exonerou Picciani da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer e o mandou de volta à Alerj. TH Joias foi alvo de 2 operações simultâneas, de investigações convergentes. Uma cumpriu mandados expedidos pela Tribunal Regional Federal; outra, pelo Tribunal de Justiça do RJ. A PF diz ter identificado “um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos”. TH Joias e Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj Divulgação Pela Operação Zargun — cujo suposto vazamento levou à operação desta quarta-feira —, a PF saiu para cumprir 18 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, além do sequestro de bens no total de R$ 40 milhões, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A investigação foi da Delegacia de Repressão à Entorpecentes (DRE), da PF, e do Ministério Público Federal. Investigações identificaram um esquema de corrupção envolvendo TH, chefes do CV e outros agentes públicos, incluindo um delegado da PF, policiais militares e ex-secretários. “A organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais”, afirmou a PF. Os alvos respondem por organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Rodrigo Bacellar é solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/02/27/rodrigo-bacellar-th-joias-e-mais-3-sao-indiciados-pela-pf.ghtml


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