Suspeito de matar estudante de psicologia na Grande BH é preso em Carmo do Cajuru, no Centro-Oeste de MG
12/02/2026
(Foto: Reprodução) suspeito de matar Vanessa Lara de Pará de Minas
Policia Militar/Divulgação
A Polícia Militar (PM) prendeu, nesta quinta-feira (12), em Carmo do Cajuru, Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos, suspeito de matar a estudante de Psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos.
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Segundo a PM, a prisão ocorreu após levantamentos e diligências realizadas pelas equipes na região. O homem foi localizado e detido sem resistência. Após a abordagem, ele foi encaminhado à delegacia para as providências da Polícia Civil.
Vanessa era moradora de Pará de Minas e trabalhava em Juatuba. Ela desapareceu após sair do trabalho e foi encontrada morta no dia seguinte no caminho que fazia diariamente para retornar a Pará de Minas.
Vídeo mostra Vanessa deixando trabalho momentos antes de desaparecer
Desaparecimento e morte
Vanessa morava em Pará de Minas e se deslocava diariamente para Juatuba, onde trabalhava no Sistema Nacional de Emprego (Sine). Ela desapareceu após sair da unidade por volta das 14h de segunda-feira (9) e foi encontrada morta no dia seguinte.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou o assassinato em ligação feita à família.
Sepultamento
O corpo de Vanessa foi sepultado na quarta-feira (11) no Cemitério Municipal, no distrito de Antunes, em Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas.
Vanessa e o irmão Matheus
Reprodução/Redes Sociais
Buscas pela cidade
Antes da confirmação da morte, o irmão de Vanessa, Matheus Oliveira, percorreu Juatuba sozinho em busca de qualquer sinal da jovem.
“Passei a madrugada calculando a rota que eu faria, pesquisando mapas. Fiquei andando por mais de 10 quilômetros a pé tentando encontrar qualquer pista”, contou.
Segundo ele, teve que contar principalmente com a solidariedade da população local e disse que não recebeu o apoio institucional esperado.
“Me senti acolhido pela população de Juatuba, mas não tive o apoio necessário dos órgãos. Em momento algum me ajudaram a procurar câmeras ou alguma pista”, disse.
Segundo o irmão, há indícios de que Vanessa tenha tentado resistir à violência. “Pelos sinais, ela lutou até o último minuto. Ela foi agredida e estava muito machucada”, completou.
Mapa mostra local onde Vanessa foi encontrada morta, em Juatuba.
Arte g1
Uma jovem que sonhava em cuidar de pessoas
Descrita como dócil, empática e muito querida, Vanessa estava no 7º período de Psicologia e tinha o sonho de ajudar pessoas que enfrentavam dificuldades emocionais.
“Ela era extremamente dócil, amada e tinha muitos amigos. Adorava ouvir as pessoas e queria trabalhar ajudando quem passava por problemas psicológicos”, contou o irmão.
A jovem estagiava em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e também auxiliava pessoas na busca por emprego. Mesmo longe, fazia questão de comparecer presencialmente para atender e orientar quem precisava.
“Ela amava o que fazia e não colocava dificuldade em ir trabalhar e ajudar outras pessoas a conseguirem oportunidades de trabalho. Ela sempre falava que se pudesse ajudar aprovaria todos nos processos de seleção. Ela só pensava em ajudar”, disse Matheus.
Luto e cobrança por justiça
A morte precoce deixou a família em estado de choque e com sentimentos que misturam dor profunda e indignação.
“Hoje meu sentimento é dor, angústia e impunidade. Éramos só eu, minha irmã e minha mãe em casa, agora não tem ela mais”, desabafou o irmão.
Tranquila, comprometida e estudiosa
Vanessa também foi lembrada por amigos e professores como uma jovem tranquila, comprometida e estudiosa.
Conforme o coordenador do curso de psicologia, Éser Pacheco, a estudante era responsável e dedicada aos estudos, mantinha uma rotina focada na formação acadêmica e sonhava em atuar na área de Recursos Humanos.
Vanessa Lara de Oliveira era moradora de Pará de Minas
Reprodução/Redes Sociais
Éser contou ainda que havia ministrado aula para a turma de Vanessa recentemente, quando discutiram temas como feminicídio e violência na sociedade contemporânea, e que, diante da comoção entre os estudantes, o curso decidiu suspender temporariamente as aulas da turma.
A professora Marina Saraiva, que acompanhou a estudante durante um semestre, relembrou a trajetória dela e destacou a dedicação nas aulas e no estágio no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (CAPS-IJ), onde atuou com crianças e adolescentes com transtornos mentais severos. Segundo Marina, colegas e profissionais do serviço ficaram profundamente abalados com a notícia da morte.
"Está todo mundo chocado”, afirmou.
A docente disse que os relatos mais frequentes sobre Vanessa a descreviam como uma jovem 'boazinha demais, tranquila e meiga', com um jeito discreto que marcava todos que conviveram com ela.
Emocionada, Marina disse que ainda tenta lidar com o impacto da perda e lamentou a interrupção precoce da trajetória da aluna.
“A gente vê uma menina ter a vida interrompida assim, com tantos sonhos e planos. É realmente chocante”, declarou.
Entenda o caso
Conforme a Polícia Militar (PM), o corpo de Vanessa foi encontrado com sinais de violência em uma pista de caminhada na Rua Antônio Dias, no Centro de Juatuba. Um drone que pertence a um fotógrafo da cidade auxiliou nas buscas.
A estudante desapareceu na segunda-feira após do Sine, onde participava da equipe de uma empresa que realizou um processo seletivo no local.
Em nota, a Polícia Civil disse que enviou uma equipe de perícia e o rabecão ao local.
"O corpo será submetido a exame de necropsia. A PCMG aguarda a conclusão de laudos para atestar as circunstâncias e a causa da morte", informou a instituição.
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A PM identificou o suspeito de matar a jovem. Segundo o g1 Minas. Trata-se de Ítalo Jeferson da Silva, de 43 anos.
Parentes informaram que ele telefonou para a família, confessou o crime e disse que estava no Centro da capital. No entanto, continua foragido.
Ainda de acordo com os familiares, o homem pediu dinheiro à mãe para ir a Belo Horizonte e saiu de casa após tomar banho. Ele afirmou que passaria a viver nas ruas.
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