Suspeito de matar mulher no Complexo da Pedreira se entrega em Maricá, a mais de 70 km do local do crime
19/02/2026
(Foto: Reprodução) O homem apontado como principal suspeito de matar a auxiliar de serviços gerais Larissa Cristina dos Santos, de 31 anos, se apresentou na delegacia de Maricá, na Região Metropolitana do Rio, para se entregar nesta quinta-feira (19). A cidade fica a mais de 70 km do Complexo da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte, onde o corpo de Larissa foi encontrado na manhã de quarta-feira (18).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito — que não teve o nome revelado — afirmou ter deixado a casa após uma briga no sábado (14) e disse que não sabia que Larissa havia morrido. Ele contou que, ao saber do óbito, decidiu se apresentar espontaneamente.
O corpo de Larissa foi localizada dentro de casa, por parentes, já em estado de decomposição. De acordo com vizinhos, o casal tinha um histórico de agressões, e a última discussão havia acontecido no fim de semana. Moradores relataram que a vítima não era vista desde sábado.
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Alex William, cunhado da vítima, disse que Larissa ainda falou com a família no final de semana. No entanto, dias depois, parentes afirmaram que estranharam quando Larissa não respondeu mais mensagens e ligações.
Larissa Cristina dos Santos
Reprodução/TV Globo
“No sábado minha esposa falou com ela por chamada de vídeo, quase meia-noite. Quem atendeu foi ele. Ela perguntou como a irmã estava, e ele virou o telefone e ela estava sentada ao lado dele. No domingo, já não chegavam mais mensagens.”
Uma amiga, Marlúcia Soares, descreveu Larissa como uma mulher alegre e carismática: “A gente só quer saber o que aconteceu com a Larissa dentro daquela casa.”
De acordo com a polícia, o homem tem antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas. Aos investigadores, repetiu que deixou Larissa caída no chão após a briga e que só se apresentou quando soube que ela havia morrido.
A Delegacia de Homicídios vai ouvir novas testemunhas e aguarda laudos para esclarecer as circunstâncias da morte. Vizinhos afirmam que Larissa sofria agressões frequentes. A investigação trabalha com a hipótese de feminicídio.