UnB estuda vender parte de seus quase 1,8 mil imóveis para turbinar investimentos

  • 18/01/2026
(Foto: Reprodução)
Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro Isa Lima/Secom UnB Prestes a começar mais um ano letivo, a Universidade de Brasília (UnB) entra em 2026 com uma pendência antiga na pauta de discussões: a busca de mais dinheiro para fazer investimentos e ampliar a capacidade de ensino e pesquisa. O tema envolve múltiplos fatores: ideias para ampliar a receita própria, limitações legais para a venda de bens públicos e as restrições orçamentárias enfrentadas pelo ensino público superior. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Em nota recente, a UnB afirmou que segue avaliando, "com cautela", a possibilidade de vender lotes na Asa Norte e na área central do Plano Piloto. Disse que, pra isso, leva em conta "critérios acadêmicos, administrativos e financeiros". A UnB também ressaltou que não há decisão tomada nem cronograma definido para qualquer eventual venda dessas áreas. Debate se arrasta há anos O debate é antigo e avança a passos lentos. Em 2004, a UnB já planejava leiloar os lotes vagos da 207 Norte – última quadra residencial totalmente vazia da Asa Norte. O terreno, com cerca de 8.800 m², tem potencial para abrigar até 12 prédios residenciais, segundo estudos internos. No mesmo período, a UnB também avaliava a possível alienação — troca — de um terreno no Setor Hoteleiro Norte (SHN) como parte de sua estratégia de gestão patrimonial. Para embasar as decisões, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizava estudos e levantamentos técnicos contratados pela universidade. UnB pretende leiloar lotes na última quadra vazia da Asa Norte Qual é o patrimônio da UnB? Ao todo, a UnB informou possuir aproximadamente 1,8 mil imóveis, entre residenciais e comerciais, distribuídos pelo Distrito Federal, incluindo terrenos vazios em áreas valorizadas. Parte desse patrimônio gera receita por meio da chamada taxa de ocupação — valor pago pelos ocupantes dos imóveis —, cuja finalidade, segundo a universidade, é o investimento em ensino, pesquisa e extensão. Já a taxa de manutenção, comparada pela própria instituição a uma taxa de condomínio, é destinada exclusivamente ao custeio dos serviços dos apartamentos, como portaria, limpeza, manutenção predial, água, energia elétrica, elevadores e garagens. As empresas responsáveis por esses serviços são contratadas por meio de processos licitatórios. LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Professor da UnB se emociona ao descobrir livro de sua autoria na biblioteca de Harvard PROFESSORES: UnB aprova reserva de vagas para negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência em concursos Professor da UnB se emociona ao descobrir livro seu na biblioteca de Harvard Mesmo desocupados, geram despesas Mesmo sem ocupação, os imóveis continuam gerando despesas. Em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), a UnB informou que, em dezembro de 2025, havia 8 imóveis desocupados aguardando vistoria inicial para serem disponibilizados ao público. Segundo a instituição, há 304 servidores cadastrados na fila para imóveis exclusivos. Além disso, em novembro, a universidade informou que 140 imóveis estavam retidos para manutenção, com serviços que incluem revestimentos, reparos hidráulicos e elétricos, entre outros. Somente com taxas de condomínio, os custos desses imóveis, referentes ao mês de novembro de 2025, somaram R$ 163 mil. Em 2024, a arrecadação com aluguéis, taxas e demais receitas imobiliárias foi de cerca de R$ 58 milhões. A liberação dessas unidades ocorre de forma gradual, conforme a conclusão das obras e a disponibilidade das equipes técnicas. O g1 questionou a instituição acerca de uma lista de imóveis disponíveis em 2026. A UnB afirmou que não é possível apresentar uma lista fixa de imóveis, "já que não é possível precisar a rotatividade de ocupação dos imóveis, que depende de desocupações, vistorias e manutenção". Imóveis para servidores Atualmente, parte dos imóveis é destinada exclusivamente a servidores da universidade. Essas unidades estão localizadas nas quadras 109, 205, 206 Norte e no conjunto conhecido como Colina, área tradicionalmente ocupada por professores e técnicos administrativos. No segmento comercial, a Secretaria de Patrimônio Imobiliário (SPI) informou que há 9 imóveis disponíveis para aluguel imediato, todos localizados na Asa Sul, no centro de Brasília. Já entre os imóveis residenciais, quatro unidades estão disponíveis por meio de concorrência com cadastro virtual — duas na 212 Norte e duas na 214 Norte —, além de um imóvel, disponível sem cadastro, localizado na 310 Norte. Imóvel da Universidade de Brasília (UnB), na SQN 212, na Asa Norte. UnB/Reprodução O que diz a UnB "A Universidade de Brasília (UnB) informa à comunidade que a reportagem publicada pela Folha de S. Paulo em 4 de janeiro, que trata de suposta venda, em 2026, de projeções localizadas na SQN 207 e na região central do Plano Piloto de Brasília, não contempla avanços e atualizações relevantes no tratamento do tema. A Reitoria havia sido consultada em agosto de 2025 e informou à Folha que tem realizado reuniões sistemáticas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do contrato firmado em 2023, e que solicitou formalmente ao BNDES a apresentação de uma nova proposta, que contemple contrapartidas consideradas de maior interesse institucional pela Universidade, à luz de critérios acadêmicos, administrativos e financeiros mais adequados à realidade atual da UnB. Assim que essa nova proposta for apresentada, ambas as versões, a original e a revisada, serão submetidas ao Conselho de Administração (CAD), para conhecimento da comunidade universitária e deliberação colegiada, conforme os princípios de transparência e governança institucional. Cabe destacar que esse procedimento de submissão ao CAD não havia sido adotado anteriormente, quando da apresentação da primeira proposta. A Reitoria ressalta ainda que qualquer discussão sobre alternativas de ampliação de receitas próprias da Universidade tem sido conduzida com extrema cautela, especialmente em razão dos impactos da Desvinculação de Receitas da União (DRU), que já incide sobre o orçamento federal das universidades. No caso da UnB, eventual aumento de arrecadação por meio de receitas patrimoniais implicaria, automaticamente, a perda de aproximadamente um terço desses recursos. Esse fator tem orientado uma postura responsável e prudente da atual gestão, que busca evitar prejuízos estruturais ao financiamento público da Universidade. Por fim, a UnB reafirma que não há decisão tomada quanto à alienação da área mencionada, tampouco cronograma definido para tal finalidade. A Universidade de Brasília permanece comprometida com a transparência, a defesa do interesse público, da autonomia universitária e da gestão responsável de seu patrimônio, sempre em consonância com sua missão acadêmica e social." LEIA TAMBÉM: EDUCAÇÃO: Congresso aprova corte de quase R$ 500 milhões em orçamento das universidades federais para 2026; entidade fala em 'quadro crítico' CRISE NO BURITI: Após falar em 'cinto apertado', Ibaneis diz não haver 'perspectiva de melhora da economia' do DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/01/18/unb-estuda-vender-parte-de-seus-quase-18-mil-imoveis-para-turbinar-investimentos.ghtml


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