Vinhos caros são melhores que vinhos “baratos”?

  • 04/04/2026
(Foto: Reprodução)
Vinhos caros são realmente melhores que vinhos baratos? A resposta curta é: nem sempre. A resposta mais longa é: eles podem ser melhores, mas o preço por si só não garante que serão mais gostosos. O que mostram os estudos Um famoso estudo, realizado em 2012 pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, com mais de 6.000 degustações às cegas (ou seja, sem saber o preço e conteúdo das garrafas) descobriu que vinhos mais caros não foram avaliados necessariamente como mais agradáveis pelos consumidores que não são especialistas. Na média, a relação entre preço e prazer não era automática: ou seja, os leigos, às vezes, preferiram os vinhos mais baratos. Porém, entre os especialistas do setor a percepção foi diferente e a tendência foi identificar e apreciar melhor os vinhos mais caros. Em resumo: para quem não é especialista, pagar mais não significa gostar mais. Então por que alguns vinhos são caros? Muitos fatores influenciam no preço final do vinho. Veja os principais. Qualidade das uvas: o preço mais elevado geralmente reflete qualidade superior e criteriosa seleção das uvas. Por exemplo, a colheita pode ser manual, seja para manter intacto os bagos ou pela impossibilidade de realizar a colheita mecânica por causa das características do terreno, como ocorre nas encostas íngremes do Douro, em Portugal. Produção limitada: os famosos vinhos italianos Barolo e Barbaresco, por exemplo, podem ser produzidos apenas em pequenas porções do Piemonte, com características de terroir bem específicas. Os vinhos franceses de Chablis são outro exemplo clássico, pois se trata de uma microrregião da Borgonha, que produz pequenas quantidades. Já em outras áreas vitivinícolas do mundo, a produção é mais massiva. Pequenas produções, claro, encarecem bastante o produto. Técnicas de manejo dos vinhedos também podem afetar o preço final. Alguns produtores, como a enóloga portuguesa Filipa Pato, usam métodos biodinâmicos para o cultivo das uvas e respeitam os ciclos da natureza. Envelhecimento: se o vinho passa por um período de amadurecimento terá um preço mais elevado, pois o custo para produzi-lo é maior. Uma barrica de carvalho de 225 litros (tamanho padrão), por exemplo, custa a partir de R$ 5 mil. Mesmo que o amadurecimento ocorra em tanques de inox ou cubas de concreto significa que o vinho fica na vinícola por mais tempo, tornando-se um capital imobilizado. Garrafeira dos Sócios, um vinho tinto português muito especial. Divulgação. Um vinho tinto como o português Reguengos Garrafeira dos Sócios, por exemplo, amadureceu por 18 meses em barrica e permaneceu mais 12 meses na adega antes de ser comercializado. Além disso, é elaborado apenas em safras excepcionais. Tudo isso demanda mais tempo e cuidado por parte do produtor. Reputação da vinícola: o prestígio do produtor, inevitavelmente, tem de ser levado em conta. Algumas vinícolas fazem vinhos há gerações e acumulam um savoir-faire único. O enólogo João Portugal Ramos, por exemplo, é referência na região portuguesa do Alentejo, pois foi pioneiro nos anos 1980 a investir pesado naquele terroir que até então era pouco valorizado. Regiões famosas: por fim, vinhos de regiões famosas, como Bordeaux, Borgonha, Piemonte, Toscana e Rioja, só para citar algumas, acumulam prestígio por manterem alta qualidade consistente ao longo de muitos anos, além de terem influenciado a vitivinicultura mundial. Regra prática para escolher o vinho Se você gosta de beber vinho de maneira despretensiosa, rótulos que custam até R$ 60 vão atender muito bem sua necessidade. Mas se procura bebidas de maior qualidade e complexidade, e quer aumentar seu repertório explorando regiões e produtores diferentes, vinhos com preços entre R$ 60 e R$ 150 começam a fazer a diferença. Acima de R$ 150, a qualidade vai subindo ainda mais, mas começam a entrar em jogo fatores também como raridade, prestígio e maior complexidade. Mas, no final das contas, seu gosto pessoal importa mais que o preço. A melhor estratégia é descobrir quais estilos você gosta, não apenas olhar o preço, e a partir daí descobrir coisas novas. Por exemplo, se você gosta de Cabernet Sauvignon, pode apreciar os vinhos de Touriga Nacional. Ou se a Malbec é sua uva favorita, há grandes chances que você possa se surpreender com a uva italiana Primitivo. Onde comprar vinhos do melhor custo-benefício Se você é pessoa física, você pode comprar excelentes vinhos das principais regiões produtoras no e-commerce da Grande Adega com entrega em todo o Brasil. Se você é pessoa jurídica e quer ampliar o mix de produtos da sua loja, supermercado ou restaurante, acesse o B2B da importadora Porto a Porto, empresa com quase 30 anos de experiência e que possui distribuição para todo o país. BEBA MENOS, BEBA MELHOR.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/especial-publicitario/porto-a-porto/guia-do-vinho-e-da-gastronomia/noticia/2026/04/04/vinhos-caros-sao-melhores-que-vinhos-baratos.ghtml


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